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Presidente da Fundação Palmares revela virada espiritual e política após viagem ao Benin

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Presidente da Fundação Palmares revela virada espiritual e política após viagem ao Benin

João Jorge Rodrigues concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quarta-feira (7)

Presidente da Fundação Palmares revela virada espiritual e política após viagem ao Benin

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 07 de janeiro de 2026 às 13:50

Atualizado: no dia 07 de janeiro de 2026 às 14:15

A viagem de João Jorge Rodrigues ao Benin redefiniu sua relação com a ancestralidade, a fé e a política cultural negra no Brasil. O presidente da Fundação Cultural Palmares e ex-presidente do Olodum afirmou, em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quarta-feira (7), que a experiência africana lhe trouxe a consciência de que projetos sobre negritude precisam dialogar com não negros para avançar.

“Quando eu cheguei no Benin, eu desmaiei, inventei-me várias vezes. Quando eu fui pra Ouidah, Sakete, as cidades que eu chamo de cidades sagradas, onde a ancestralidade do candomblé da Bahia é visível, mas não é um só. Você tem lá os Iorubás, Tem o Povo Jeje, aquele lugar respira Salvador dos antepassados”, disse.

A partir dessa vivência, Rodrigues contou que houve uma transformação pessoal e política. Ele contou que foi com esse reencontro com matrizes religiosas diversas e o impacto do conselho recebido de anciãos africanos que conseguiu desenvolver a compreensão de que a luta negra no Brasil precisava ser retomada no território de origem, com outra visão sobre pertencimento e coletividade.

“Eu voltei bem diferente do que eu saí daqui. Porque eu saí daqui com a imagem do Ilê Yorubano, nigeriano, uma imagem de que o Bloco Afro era algo nosso, e voltei com a ideia de que o Bloco Afro é de todo mundo. Que a chamada matriz de religião africana é mais de uma. E nosso lugar é onde a gente quer que seja. E aproveitei isso pra fazer no Olodum, que o Alisson Salomão chamava de a ‘Revolução da Emoção’. A Revolução não era de preto, não era de negro, não era de índio, era a Revolução de todo mundo”, concluiu.

Confira a entrevista completa: