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Francisco Hora critica medicalização excessiva e alerta para falsa sensação de controle da vida
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Francisco Hora critica medicalização excessiva e alerta para falsa sensação de controle da vida
Especialista concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (8)

Foto: Emanuelly Gonçalves/Metropress
O médico Francisco Hora afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (8), que a busca excessiva por controle da saúde pode se transformar em um comportamento neurótico e defendeu uma relação mais equilibrada com a medicina e com a própria finitude humana.
Durante a conversa, Hora afirmou que o ser humano é o único que tem consciência da própria morte e que, a partir dessa angústia, surgem práticas que criam uma falsa sensação de proteção. “Sabemos que o ser humano é o único que tem a consciência de que vai morrer. Se você observar bem, a angústia existencial criou ‘antídotos’ que, rigorosamente, não existem: tomar vitamina D, fazer check-up a cada seis meses, acreditar que assim estará protegido”, afirmou.
Segundo ele, medidas preventivas são importantes em contextos específicos, mas não devem ser tratadas como garantia absoluta. “Não sou contra; em determinadas faixas etárias, há prevenções e vacinas necessárias, isso não se discute. Mas transformar isso em regra absoluta é uma situação de neurose. Não há como controlar tudo. Você vai morrer do mesmo jeito”, completou.
O médico também criticou a ideia de que a tecnologia possa substituir completamente a prática médica tradicional. “Temos que viver com mais leveza. Viramos uma máquina de nos prover de coisas que supostamente vão nos dar a vida eterna. Mas isso não existe”, disse. Ao falar sobre inteligência artificial, Hora foi direto: “A medicina tradicional não vai morrer nunca. A IA não vai substituir isso. Você tem um diagnóstico ali, mas e o contexto do paciente?”.
Confira a entrevista na íntegra:
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