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“O mercado imobiliário voltou a atender todos os públicos”, diz criador do Feirão MCMV
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“O mercado imobiliário voltou a atender todos os públicos”, diz criador do Feirão MCMV
Em entrevista ao Metrópole Mais, Anderson Ferreira destaca retomada do crédito, ampliação do Minha Casa Minha Vida e impacto positivo para a classe média

Foto: Metropress/Fernanda Villas
Anderson Ferreira, criador do Feirão Minha Casa Minha Vida, afirmou que o mercado imobiliário vive um momento favorável para diferentes perfis de compradores. Em entrevista ao Metrópole Mais, nesta quinta-feira (8), ele destacou que há oportunidades tanto para quem busca o primeiro imóvel quanto para a classe média e investidores. “A gente vive hoje um momento realmente muito especial, porque o mercado está aberto para atender o cliente de entrada, o Minha Casa Minha Vida, a classe média e também o investidor”, afirmou.
Segundo Anderson, para entender esse cenário é preciso olhar para o que aconteceu com a Caixa Econômica Federal nos últimos anos. “Em 2024, a Caixa vivia um momento especial de liberação de crédito, usando recursos da poupança para financiar imóveis com juros mais acessíveis”, explicou. No entanto, esse modelo, baseado no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), acabou criando um gargalo. “Esse fundo começou a se esgotar e o mercado desacelerou”, completou.
Com a desaceleração, o governo decidiu priorizar o Programa Minha Casa Minha Vida. “O governo e a Caixa entenderam que precisavam direcionar o recurso para o Minha Casa Minha Vida, onde as taxas de juros começavam em 4% ao ano”, disse Anderson. Ele destacou que, naquele momento, a classe média ficou sem alternativas viáveis. “Fora do programa, a gente falava de juros de 11% ou 12%, o que deixou a classe média num limbo”, avaliou.
A solução, segundo Anderson Ferreira, veio com a ampliação do programa para esse público. “O governo trouxe o Minha Casa Minha Vida para a classe média, com taxas a partir de 8% ao ano e imóveis de até R$ 500 mil para famílias com renda de até R$ 12 mil”, explicou. Além disso, ele ressaltou a mudança na fonte de financiamento. “Hoje o fundo do programa vem do FGTS, não mais da poupança, o que reequilibrou o sistema”, disse. “Com isso, a Caixa voltou a financiar mais de um imóvel para o mesmo CPF, destravando novamente o mercado imobiliário.”
Confira entrevista completa:
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