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Após ação dos EUA na Venezuela, Guilherme Casarões vê silêncio das potências como cálculo geopolítico
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Após ação dos EUA na Venezuela, Guilherme Casarões vê silêncio das potências como cálculo geopolítico
Cientista político Guilherme Casarões concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (8)

Foto: Reprodução/Youtube
A inércia das grandes potências diante da captura de Nicolás Maduro pelos EUA expõe interesses estratégicos e o avanço de um movimento anti-soberania. A declaração foi feita pelo cientista político Guilherme Casarões em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (8). Casarões ainda afirmou que a operação representa uma violação do direito internacional e revela cálculos geopolíticos e domésticos do trumpismo.
“Existe, além de uma dimensão geopolítica, claro, que o Trump quer fazer das Américas o seu quintal, revitalizando a Doutrina Monroe. Aquela ideia de América para os americanos e, claro, para os Estados Unidos. Mas há também um elemento doméstico importante: uma população latina, sobretudo venezuelanos e cubanos, movida pelo anticomunismo, pelo repúdio ao regime de esquerda, e que se viu totalmente representada por aquilo que, na nossa análise, é uma violação flagrante do direito internacional”, disse.
Segundo ele, a reação internacional foi morna porque o atual arranjo global admite esferas de influência. China e Rússia condenaram o ato, mas evitaram confronto direto, enquanto a Europa respondeu com menor ênfase. De acordo com o cientista político, na América Latina, o apoio de governos alinhados a Trump rompe a tradição histórica de defesa ampla da soberania.
“As grandes potências estão meio que se aproveitando desse jogo, estão gostando da ideia de poderem dividir o mundo de acordo com seus interesses estratégicos mais imediatos. Então, mesmo que a gente tenha visto reações vocais de Rússia e China, elas não foram no sentido de confrontação aos Estados Unidos, porque cada um entende também que, a partir desse precedente aberto, elas podem também perseguir os seus interesses, seja na Ucrânia, seja em Taiwan, no caso chinês”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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