Rádio Metropole
Se não acabar eleições de dois em dois anos, população vai dizer "basta", afirma Otto

Entrevista foi concedida ao Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metropole, nesta segunda-feira (2)

Foto: Metropress
A saída do senador Angelo Coronel do PSD aprofundou a crise interna da base governista na Bahia e expôs rupturas no grupo político que sustenta o governo estadual. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta segunda-feira (2), o senador Otto Alencar afirmou que foi surpreendido pela forma como o aliado anunciou o rompimento e reagiu publicamente ao episódio.
“E tentei falar com o Ângelo. Seria ontem de manhã. No sábado da noite, eu não sei o que aconteceu. Ele pegou a metralhadora e saiu metralhando todo mundo, saiu notas em todos os jornais e tal, dizendo que já estava fora, e eu fiquei parado. Até porque, na segunda-feira passada, quando ele disse que ia para São Paulo, quando eu liguei para ele, era para conversar com ele, para encontrá-lo”, disse.
Segundo Otto Alencar, a condução do episódio gerou surpresa dentro do partido e interrompeu tentativas de diálogo que estavam em curso. O senador relatou que buscava uma conversa direta com Coronel para tratar do impasse político e evitar um desgaste público maior dentro do PSD e da base aliada. "Eu sou a vítima desse processo todo. Sem consultar o conselho, partidos PSD, Avante, MDB", acrescentou, ao ser questionado sobre uma precipitação do governo em definir a chapa puro-sangue.
Ao responder às críticas que sugerem uma suposta hegemonia do PT dentro da base aliada, Otto Alencar rebateu a ideia de exclusão de outros partidos e defendeu a construção política coletiva do grupo ao longo dos últimos anos. O senador ressaltou que sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro e ex-governador Jaques Wagner não se dá por alinhamento ideológico automático, mas por confiança política e trajetória.
“Eu sou do PSD. Eu sou de centro. Não sou de esquerda. Por que ele me chamou [para ser governador]? Pela minha trajetória. […] E por que Lula e Wagner me chamaram? Pela confiança que têm em mim”, afirmou, ao destacar que a permanência no grupo sempre esteve associada à lealdade e à participação em um projeto político comum.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.