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Coronel saiu metralhando todo mundo, diz Otto

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Coronel saiu metralhando todo mundo, diz Otto

Entrevista foi concedida ao Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metropole, nesta segunda-feira (2)

Coronel saiu metralhando todo mundo, diz Otto

Foto: Metropress

Por: Metro1 no dia 02 de fevereiro de 2026 às 09:28

A saída do senador Angelo Coronel do PSD aprofundou a crise interna da base governista na Bahia e expôs rupturas no grupo político que sustenta o governo estadual. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta segunda-feira (2), o senador Otto Alencar afirmou que foi surpreendido pela forma como o aliado anunciou o rompimento e reagiu publicamente ao episódio.

“E tentei falar com o Ângelo. Seria ontem de manhã. No sábado da noite, eu não sei o que aconteceu. Ele pegou a metralhadora e saiu metralhando todo mundo, saiu notas em todos os jornais e tal, dizendo que já estava fora, e eu fiquei parado. Até porque, na segunda-feira passada, quando ele disse que ia para São Paulo, quando eu liguei para ele, era para conversar com ele, para encontrá-lo”, disse.

Segundo Otto Alencar, a condução do episódio gerou surpresa dentro do partido e interrompeu tentativas de diálogo que estavam em curso. O senador relatou que buscava uma conversa direta com Coronel para tratar do impasse político e evitar um desgaste público maior dentro do PSD e da base aliada. "Eu sou a vítima desse processo todo. Sem consultar o conselho, partidos PSD, Avante, MDB", acrescentou, ao ser questionado sobre uma precipitação do governo em definir a chapa puro-sangue.

Ao responder às críticas que sugerem uma suposta hegemonia do PT dentro da base aliada, Otto Alencar rebateu a ideia de exclusão de outros partidos e defendeu a construção política coletiva do grupo ao longo dos últimos anos. O senador ressaltou que sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro e ex-governador Jaques Wagner não se dá por alinhamento ideológico automático, mas por confiança política e trajetória. 

“Eu sou do PSD. Eu sou de centro. Não sou de esquerda. Por que ele me chamou [para ser governador]? Pela minha trajetória. […] E por que Lula e Wagner me chamaram? Pela confiança que têm em mim”, afirmou, ao destacar que a permanência no grupo sempre esteve associada à lealdade e à participação em um projeto político comum.