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Bellintani aponta crise de qualidade no ensino médio e superior e critica engessamento curricular
Guilherme Bellintani participou do Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (3)

Foto: Metropress
O engessamento e a falta de atualização do currículo escolar estão entre os principais entraves do ensino público brasileiro, sobretudo no ensino médio e superior. A análise foi feita pelo empresário e ex-secretário municipal Guilherme Bellintani durante o Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (3). O empresário afirmou que o país mantém uma base curricular defasada, pouco conectada com a realidade contemporânea e com as demandas da juventude e do mercado.
“No terceiro bloco, que é o ensino médio, do primeiro ao terceiro ano — o antigo colegial —, o desafio é encantar o aluno para permanecer na escola, com um nível de aprendizagem que seja preparatório para a vida profissional, ainda não universitária, mas que desperte para o ensino técnico, por exemplo, para quem quer fazer ensino técnico”, disse.
Segundo Bellintani, no ensino superior o problema central deixou de ser o acesso e passou a ser a qualidade. Ele avaliou que universidades privadas ampliaram vagas sem garantir formação consistente, enquanto instituições públicas, apesar do corpo docente qualificado, se distanciaram da juventude e da sociedade. Para o ex-gestor, a formação por competências tende a superar o peso do diploma tradicional.
“O gestor público acha que resolve o problema da conexão do aluno com o mundo novo dando um tablet para ele. A gente tem uma aberração para entregar um tablet ao aluno, é meio aquela coisa de: ‘deixa eu resolver esse problema, entregue o tablet’. Um ano depois, o tablet quebrou, não tem conexão, não tem conteúdo, não tem nada ali e se perde. Então, esse é um exemplo de recurso público mal utilizado”, concluiu.
Confira a participação na íntegra:
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