Rádio Metropole
Aos Fatos: Otto Filho nega favorecimento político em indicação para o TCE e Bolsonaro pode perder patente militar

Home
/
Notícias
/
Rádio Metropole
/
Lideranças de blocos defendem força do Carnaval de rua e de bairro em Salvador
Entrevista no Revele destaca carnaval sem cordas e enraizado nos bairros

Foto: Metropress/Fernanda Vilas
Alessandra Flores, do bloco De Hoje a Oito, e Arthur Daltro, do Movimento Etílico dos Barris (MEB), defenderam um modelo de Carnaval mais comunitário, descentralizado e livre das lógicas comerciais tradicionais. Em entrevista ao Revele, da Rádio Metropole, Alessandra explicou que o bloco nasceu entre amigos do samba com a proposta de “um carnaval livre, sem cordas e sem patrão”.
A representante do bloco chamou atenção para os limites físicos e sociais do bairro do Santo Antônio Além do Carmo, onde o bloco atua, ressaltando a relação direta com os moradores e a preocupação com a superlotação da área.
“A gente tem um limite físico e um limite de respeito à população que já está estourado. Fica aqui o estímulo: façam seus blocos nas suas comunidades, nos seus bairros, e aproveitem o carnval", afirmou, defendendo a descentralização da festa.
Arthur Daltro, por sua vez, contou que o MEB surgiu nos Barris a partir de encontros informais entre amigos, com a proposta de resgatar o Carnaval de bairro e criar uma festa democrática. “A ideia era um carnaval sem cordas, no nosso bairro, sem precisar estar dentro desse modelo do carnaval trieletrizado”, explicou.
Daltro destacou que o movimento busca diálogo com a comunidade e o poder público para garantir estrutura básica, reforçando que o objetivo não é lucro, mas a ocupação cultural do território. “A gente também não lucra absolutamente nada, pelo contrário, muitas vezes bota dinheiro para o bloco sair”, concluiu.
Confira a entrevista completa:
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.