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Janio de Freitas aponta ascensão da direita na Folha de S.Paulo e declínio do jornalismo investigativo
No programa desta quarta-feira (11), Janio discutiu ascensão conservadora na Folha e como a imprensa livre incomoda

Foto: Reprodução/Youtube
A mudança editorial da Folha de S.Paulo e a ascensão de uma direita interna no jornal foram tema de análise no programa Três Pontos desta quarta-feira (11). Ao comparar o período das grandes denúncias sobre a Ferrovia Norte-Sul com o cenário atual, o jornalista Janio de Freitas apontou uma inflexão na linha do jornal e na concepção de imprensa praticada pela empresa.
“Olha, aquela época acabou realmente em duas etapas. No que idiz respeito à Folha de São Paulo, acabou uma grande parte com a morte do proprietário, que era Otávio Frias. O jornal passou a ser conduzido integralmente pelo filho, Otávio Frias Filho, com uma concepção em parte seguidora dos conceitos do pai e outra parte decorrente da própria concepção dele de cultura e de jornalismo”, disse.
Segundo Freitas, a nova direção priorizou métodos de marketing e publicidade em detrimento do jornalismo investigativo que marcou a fase anterior. Ele afirmou que houve uma guinada para uma visão mais acadêmica, ao mesmo tempo em que o interesse por enfrentamentos mais duros contra pressões políticas e empresariais perdeu força, abrindo espaço para maior influência conservadora.
“Se há uma coisa de que a direita não gosta é da imprensa livre. Ela é muito passível de denúncias e revelações que a comprometem. Basta ver o seguinte: a corrupção está internada. Então, quem faz a corrupção é quem tem dinheiro. Quem é que tem dinheiro no Brasil?”, concluiu.
Confira o programa na íntegra:
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