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“Cenário é muito nebuloso”, diz Ceuci Nunes sobre eleição do sindicato dos médicos na Bahia
Infectologista concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (10)

Foto: Emanuelly Gonçalves/Metropress
A suspensão da eleição do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia ganhou novos contornos após declarações da infectologista Ceucí Nunes, que apontou falhas graves e um cenário de incerteza no processo. Em entrevista à Rádio Metropole, nesta sexta-feira (10), a médica afirmou que a disputa interna é marcada por irregularidades e falta de transparência.
Segundo Ceuci, um dos principais problemas está na lista de votantes. Ela citou o caso de 384 médicos que possuem desconto consignado em folha, mas que não aparecem entre os eleitores aptos. “Ninguém sabe explicar. Ou é má-fé ou extrema desorganização”, disse, ao questionar a condução do processo.
A infectologista também destacou o descumprimento de prazos e a ausência de critérios claros na organização da eleição. Para ela, os problemas foram determinantes para a decisão judicial que suspendeu o pleito. “O juiz entendeu que, se a eleição fosse realizada agora, poderia prejudicar ainda mais a classe médica”, afirmou.
Além das inconsistências eleitorais, Ceuci mencionou um ambiente de conflito interno na entidade. De acordo com a médica, há denúncias envolvendo a própria diretoria, incluindo acusações de que dirigentes estariam recebendo salários o que seria vedado por lei e a existência de empréstimos a membros da gestão. Ela também citou a reprovação das contas da diretoria em assembleia, seguida, segundo ela, de medidas para contornar a decisão.
Para a infectologista, o cenário é “muito nebuloso” e exige maior atenção da categoria. “Os médicos precisam acordar para o que está acontecendo”, alertou. As declarações reforçam o contexto de crise institucional no sindicato, cuja eleição foi suspensa pela Justiça do Trabalho após indícios de inconsistências na definição dos eleitores e risco à legitimidade do processo.
Na última quarta-feira (8), o Sindicato chegou a classificar as acusações de fraude como “inverídicas e caluniosas”. A diretoria do sindicato afirma que a revisão da lista de votantes trata-se de um processo previsto no estatuto de remover nomes de profissionais falecidos ou inadimplentes, além da inclusão de nomes que foram omitidos por falhas técnicas.
Confira a entrevista na íntegra:
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