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“Cemitério é o maior contador de histórias”, diz roteirista Thiago de Souza sobre necroturismo

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“Cemitério é o maior contador de histórias”, diz roteirista Thiago de Souza sobre necroturismo

Atividade propõe olhar histórico e social sobre espaços cemiteriais

“Cemitério é o maior contador de histórias”, diz roteirista Thiago de Souza sobre necroturismo

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 05 de maio de 2026 às 10:00

O advogado e roteirista Thiago de Souza explicou, em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta terça-feira (4), como o chamado necroturismo pode funcionar como uma ferramenta de preservação histórica e cultural. Segundo ele, a atividade vai além do aspecto curioso e busca ressignificar os cemitérios como espaços de memória e reflexão.

De acordo com Thiago, o interesse pelo tema surgiu após uma perda pessoal durante a pandemia. “Depois da pandemia, perdi uma tia muito querida e eu estava aflito com isso. Criei o projeto ‘Que te assombra’”, contou. A iniciativa começou com histórias sobrenaturais em Campinas, cidade natal do entrevistado, e evoluiu para atividades presenciais que passaram a incluir visitas guiadas em cemitérios.

O roteirista destacou que o contato com o Cemitério da Saudade despertou um novo olhar sobre esses espaços. “Fiquei completamente apaixonado por todos os temas cemiteriais”, afirmou. A partir daí, ele passou a estudar o assunto e desenvolver roteiros que conectam narrativas sobrenaturais com a formação urbana e social das cidades.

Segundo Thiago, o objetivo do necroturismo é ampliar a compreensão sobre o papel dos cemitérios. “Gosto muito de dizer que o cemitério é o maior contador de histórias das cidades”, disse. Para ele, essas visitas ajudam a preservar um patrimônio pouco valorizado e revelam tanto trajetórias individuais quanto aspectos coletivos da sociedade.

O entrevistado também ressaltou que a proposta é transformar essas experiências em momentos educativos. “A gente tenta fazer da atividade um instrumento de preservação e salvaguarda desse patrimônio”, explicou, ao destacar que os cemitérios guardam não apenas histórias de figuras importantes, mas também marcas das contradições e desafios sociais ao longo do tempo.

Confira entrevista na íntegra: