
Rádio Metropole
Edvaldo Brito defende debate sobre educação nas eleições de 2026
Entrevista também abordou o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master

Foto: Luan Borges/Metropres
O jurista e advogado Edvaldo Brito afirmou, em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta terça-feira (19), que as eleições de 2026 deveriam priorizar debates sobre educação e mobilidade social, especialmente voltados às populações mais pobres e periféricas.
Ao comentar sua trajetória acadêmica, Brito relembrou dificuldades enfrentadas por ser um homem negro tentando ingressar na carreira universitária. “Tive dificuldade de ser professor na faculdade por ser o primeiro negro a tentar isso”, declarou. Segundo ele, mesmo após conquistar títulos acadêmicos, enfrentou obstáculos para ocupar espaços na educação superior.
“Tentei depois na base de títulos, inventaram uma igualdade e escolheram o outro”, afirmou. O advogado disse que utiliza sua experiência pessoal como forma de alertar a população sobre a importância da educação como ferramenta de transformação social. “Os instrumentos de ascensão social são educação e capacidade de competir”, disse.
Durante a entrevista, Edvaldo Brito defendeu investimentos em escolas públicas de qualidade nas periferias urbanas. Para ele, garantir acesso à educação é essencial para ampliar oportunidades e reduzir desigualdades sociais.
“Vamos pedir escolas boas nas partes periféricas das cidades, para que os pobres possam ter instrumental para ter vitória”, afirmou. O jurista também criticou o nível do debate político nas campanhas eleitorais e disse que gostaria de ver temas estruturais ocupando espaço central nas eleições de 2026.
Ao comentar o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o Banco Master, Brito criticou a reação do parlamentar diante dos questionamentos sobre o financiamento relacionado ao filme “Dark Horse”. Segundo ele, o senador deveria ter esclarecido diretamente os fatos.
“Não posso aceitar. Em vez dele falar a verdade sobre o financiamento, ele inventou uma série de coisas e agrediu o jornalista que fez a pergunta”, declarou. O advogado também diferenciou financiamento privado de eventual uso indevido de recursos públicos. “Uma coisa é receber financiamento, outra coisa é receber dinheiro público. Dinheiro manipulado”, concluiu.
Confira entrevista na íntegra:
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