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Bellintani vê peso “econômico e midiático” em convocação de Neymar e destaca papel do futebol no Brasil
Ex-presidente do Bahia avaliou que presença de Neymar amplia visibilidade e engajamento da seleção

Foto: Reprodução/Youtube
O empresário e ex-presidente do Esporte Clube Bahia Guilherme Bellintani afirmou que a convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026 envolve não apenas critérios esportivos, mas também fatores econômicos e simbólicos para a seleção brasileira. A declaração foi dada durante participação no Jornal da Metropole no Ar, da Rádio Metropole, nesta terça-feira (19). O empresário ainda comentou o peso simbólico do futebol na cultura brasileira.
“Meus alunos perguntaram: ‘professor, você acha que o Neymar vai ser convocado?’. Eu falei: ‘não tenho a menor dúvida que vai’. Porque, na hora que você está ali no limite, vai ou não vai, é esportivo. O peso econômico e de visibilidade da mídia pesam muito, assim, é muito forte uma coisa como essa. A visibilidade de patrocínio e da seleção como um todo numa convocação com o Neymar é diferente de uma sem o Neymar”, disse.
Ao analisar o retorno de Neymar à seleção, Bellintani avaliou que não há nada antiético na convocação de Neymar e negou que patrocinadores interfiram diretamente nas escolhas da seleção. Segundo ele, em cenários de dúvida, o peso midiático e econômico do atacante acaba sendo um fator relevante, assim como ocorreu com Ronaldo em 2002. Mesmo diante das incertezas sobre seu desempenho físico, o empresário ponderou que o camisa 10 pode “mudar jogo” positivamente, mas também reconheceu que a aposta envolve riscos esportivos.
“Eu acho que a graça do futebol está em tanto lugar, em tanta coisa, que está longe de estar só dentro das quatro linhas, assim, onze contra onze. Acho que a graça do futebol, primeiro, tem uma questão da experiência da vida, né? Você ir num estádio de futebol. [...] Você formar torcida, formar cultura, formar costume dentro do estádio de futebol é uma coisa maravilhosa”, acrescentou.
Bellintani também destacou o papel formador do futebol nas relações afetivas, familiares e sociais do brasileiro. Ao lembrar da influência do tio, responsável por torná-lo torcedor do Esporte Clube Bahia, ele associou o esporte à construção de identidade e pertencimento. “Ele ocupou esse espaço e usou o Bahia como um mecanismo de interlocução comigo”, afirmou. Para o empresário, práticas como colecionar figurinhas, frequentar estádios e pintar ruas durante a Copa mostram que o futebol funciona como elo cultural e emocional no cotidiano do país.
Confira o programa na íntegra:
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