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Artistas defendem valorização do trabalho nos bastidores do teatro: "Nada acontece sem eles"

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Artistas defendem valorização do trabalho nos bastidores do teatro: "Nada acontece sem eles"

Artistas discutem valorização dos profissionais que sustentam produções culturais longe dos holofotes

Artistas defendem valorização do trabalho nos bastidores do teatro: "Nada acontece sem eles"

Foto: Reprodução/Rádio Metropole

Por: Metro1 no dia 18 de junho de 2026 às 14:30

A relação entre trabalho e invisibilidade está no centro de "Cão", espetáculo apresentado em Salvador. Em entrevista ao Revele, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (18), Fernando Yamamoto e Giordano Castro explicaram que a montagem nasceu a partir de estudos sobre Coriolano, de William Shakespeare, mas ganhou novos caminhos ao refletir sobre o papel da classe trabalhadora na manutenção das estruturas sociais.

Segundo Yamamoto, a peça passou a se concentrar em quem sustenta o funcionamento cotidiano das engrenagens sociais, independentemente de quem ocupa posições de comando. “A gente foi entendendo que existia algo muito forte em pensar sobre essa base que mantém a coisa acontecendo. É sempre o povo, é sempre o poder da massa trabalhadora”, afirmou.

A proposta do espetáculo é inverter a lógica habitual dos grandes eventos e colocar em evidência aqueles que costumam permanecer nos bastidores. “O trabalho traz para frente o pessoal da graxa, o chão da fábrica”, explicou Giordano Castro. O ator ressaltou que técnicos de som, iluminadores, seguranças e equipes de apoio são fundamentais para que qualquer apresentação aconteça. “Se não tem o técnico de som, se não tem o cara ajeitando o refletor, nada acontece", disse.

Ambientada em meio a uma sequência de colapsos, a montagem utiliza humor para provocar reflexões sobre desigualdade e relações de trabalho. “A gente tenta fazer com que essa reflexão estrutural e política seja falada de uma forma mais leve, engraçada”, disse Castro.

O espetáculo estreou nesta quinta-feira (18) no Cine Teatro 2 de Julho, na Federação, e segue em cartaz até 6 de julho, com apresentações de quinta a segunda-feira.

Confira a entrevista na íntegra: