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Psicóloga alerta para aumento da intolerância à frustração: "Vivemos uma sociedade adoecida"

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Psicóloga alerta para aumento da intolerância à frustração: "Vivemos uma sociedade adoecida"

Ana Paula Nunes relaciona impulsividade e agressividade ao avanço dos transtornos mentais na vida contemporânea

Psicóloga alerta para aumento da intolerância à frustração: "Vivemos uma sociedade adoecida"

Foto: Reprodução/Rádio Metropole

Por: Metro1 no dia 18 de junho de 2026 às 15:42

A psicóloga Ana Paula Nunes afirmou que a sociedade vive um momento de crescente intolerância à frustração, impulsionada pelo imediatismo das relações contemporâneas. Em entrevista ao Metropole Mais, nesta quarta-feira (17), ela explicou que a facilidade proporcionada pela tecnologia tem reduzido a capacidade das pessoas de lidar com contratempos.

“Vivemos em um momento de imediatismo. Tudo precisa ser resolvido rápido, no aqui e agora”, avaliou. Segundo a especialista, situações de estresse acumulado podem desencadear reações desproporcionais diante de problemas cotidianos. “É como um copo d’água que já está cheio. Aí vem uma situação de estresse maior e esse copo transborda”, explicou.

Ana Paula também destacou o aumento dos casos de adoecimento mental e alertou para sinais que muitas vezes passam despercebidos. “A gente está vivendo num momento em que temos uma sociedade adoecida. O número de pessoas com depressão e ansiedade é cada vez maior”, afirmou. Ela ressaltou que transtornos mentais não se manifestam apenas por tristeza. “O grau de irritabilidade, por exemplo, pode acontecer em pessoas com depressão ou transtornos de humor.”

Como forma de evitar conflitos e reações impulsivas, a psicóloga defendeu o exercício da paciência e do autocontrole. “Hoje em dia temos que buscar formas de exercer mais a nossa tolerância e evitar comportamentos reativos”, disse. Entre as estratégias recomendadas, ela citou a chamada “técnica do stop”, que consiste em interromper uma reação imediata diante de situações de tensão. “Muitas vezes, o não fazer nada ajuda mais do que agir de forma impulsiva ou precipitada”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: