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Temor sobre IA nas eleições repete reações vistas com rádio e televisão, diz pesquisador
Em entrevista à Rádio Metropole, Camilo Aggio avalia impactos da inteligência artificial na comunicação política e compara receios atuais às reações provocadas por outras tecnologias

Foto: Reprodução/Youtube
O professor PhD em Comunicação Camilo Aggio afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (9), que as preocupações em torno do uso da inteligência artificial na política e nas eleições repetem um padrão histórico observado com o surgimento de outras tecnologias de comunicação. Segundo o pesquisador, toda inovação costuma despertar receios iniciais sobre seus possíveis impactos na sociedade.
Aggio lembrou que esse fenômeno já ocorreu com o rádio, a televisão e até os jogos eletrônicos. "No campo da comunicação política, temos sempre que relembrar que, com o advento de qualquer nova tecnologia, há sempre um espanto inicial e uma reação aos efeitos negativos que ela poderia provocar. Não foi diferente com o rádio, a TV e os jogos eletrônicos", afirmou.
Ao comentar o uso da inteligência artificial em campanhas eleitorais, o pesquisador destacou que, historicamente, surgem questionamentos sobre a influência das tecnologias na decisão dos eleitores, especialmente após disputas eleitorais. "Quando chega na esfera da política e das eleições, temos reações de diversos grupos sobre como o voto dos indivíduos estaria sendo influenciado pelos veículos de comunicação, como o resultado foi induzido, favorecido. Há sempre esse discurso, principalmente derrotista", disse.
Para Aggio, embora a inteligência artificial represente um novo instrumento de acesso à informação, é exagerado atribuir a ela um poder decisivo sobre o voto. "Com a IA tem surgido um pânico moral parecido e especula-se o quanto os indivíduos seriam induzidos por elas, que têm grandes empresas por trás. Acho ingênuo achar que as pessoas vão votar em alguém porque a IA está dizendo em quem ela vai votar. A IA é mais um mecanismo para obter mais informações", concluiu.
Confira na íntegra:
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