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Especialista em direito digital alerta usuários sobre "deepfakes"; saiba como se proteger e o que fazer nesses casos
Diogo Guanabara afirmou que é preciso fornecer "o mínimo de informações possível" e fazer o "uso consciente" da IA

Foto: Fernanda Peixinho/Metropress
Os crimes de golpe e falsidade ideológica sempre existiram, mas foram potencializados pela internet com as chamadas “deepfakes”, segundo análise do advogado e especialista em direito digital e inteligência artificial (IA), Diogo Guanabara. Em entrevista ao Metropole Mais, nesta sexta-feira (14), Guanabara alertou para a propagação desse tipo de crime e orientou os ouvintes a como se protegerem.
Segundo o advogado, os golpes podem ser direcionados a um grande número de pessoas quando têm como alvo pessoas públicas, ou a apenas um ou dois indivíduos, os chamados “micro-golpes”. Esses utilizam a voz ou a imagem de pessoas comuns, e podem atingir parentes e amigos da vítima. Em ambos os casos, a quantidade de informações que a inteligência artificial possui é determinante para o sucesso do golpe: “Um volume grande de dados e uma qualidade muito boa são a matéria-prima para um bom deepfake”, afirmou.
Para Guanabara, a introdução a dispositivos de IA aconteceu de forma muito imediata, de modo que os usuários ainda não conseguem fazer um uso responsável e consciente deles: “A mesma brincadeira que faz o seu filho dançar é a brincadeira que faz com que o rosto de uma menina seja colocada num vídeo em conotação sexual”, alertou. O especialista defende que é preciso fornecer “o mínimo de informações pessoais possível” e desabilitar os recursos nessas plataformas que permitem o armazenamento desses dados.
No início deste mês, uma professora de Feira de Santana foi vítima de duas deepfakes, onde imagens do seu rosto foram associadas a vídeos de conteúdo pornográfico e publicados em plataformas de conteúdo adulto.
Caso um usuário seja vítima de uma deepfake, o especialista orienta realizar uma captura de tela da foto ou vídeo e registrá-la em ata notarial, no cartório. Essa prova seria, de acordo com ele, “um mecanismo de prova muito mais robusto” para que ele não seja questionado durante o processo. Ele afirma ainda que a clonagem de números de telefone partem de uma falha de segurança da operadora ou da empresa que oferece aquele serviço, e que existem “instrumentos de responsabilização civil e administrativa” que os consumidores fazem pouco uso.
Confira a entrevista na íntegra:
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