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Cientista político Cláudio André de Souza vê cenário semelhante ao de 2022 na disputa pelo governo da Bahia

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Cientista político Cláudio André de Souza vê cenário semelhante ao de 2022 na disputa pelo governo da Bahia

Professor destaca diferenças entre o atual cenário e a eleição anterior, e aponta duas disputas em paralelo no estado

Cientista político Cláudio André de Souza vê cenário semelhante ao de 2022 na disputa pelo governo da Bahia

Foto: Reprodução/Youtube/Portal Metro1

Por: Metro1 no dia 14 de agosto de 2026 às 18:15

O cientista político Cláudio André de Souza avaliou o cenário da eleição para o governo da Bahia e apontou semelhanças com a disputa de 2022 entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues. Em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta sexta-feira (14), ele afirmou que o atual cenário apresenta novamente um equilíbrio entre os principais candidatos, mas destacou diferenças importantes em relação à última eleição.

Segundo Cláudio André, ACM Neto mantém força principalmente nos grandes centros urbanos do estado. Ao mesmo tempo, Jerônimo Rodrigues apresenta uma distribuição de votos que pode ser mais significativa quando analisada além das principais cidades. “De fato, me parece que há uma repetição do que nós tínhamos em 2022. Um candidato muito forte, ACM Neto conseguiu, inclusive, na geografia eleitoral, se destacar nas grandes cidades e nos territórios de identidade”, avaliou.

O professor ressaltou, porém, que a situação de Jerônimo é diferente daquela observada há quatro anos. Em 2022, o então candidato petista enfrentava um nível elevado de desconhecimento entre os eleitores e partia de uma intenção de voto menor. Agora, segundo o analista, o cenário eleitoral começa em condições mais equilibradas entre os principais nomes.

Para Cláudio André, a maior exposição de Jerônimo ao longo do primeiro mandato altera as condições da disputa e deve ser considerada na comparação com a eleição anterior. O cientista político também projetou uma divisão do comportamento eleitoral entre diferentes regiões da Bahia. “Penso que teremos duas eleições em paralelo: aquela que ocorrerá nas grandes cidades e a outra eleição que será mais focada nas pequenas e médias cidades baianas”, concluiu. 

Confira a entrevista na íntegra: