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Janio de Freitas relembra noite da morte de Vargas e a virada política nas ruas

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Janio de Freitas relembra noite da morte de Vargas e a virada política nas ruas

Durante o Três Pontos desta quarta-feira (26), jornalista reviveu os acontecimentos de 24 e 25 de agosto de 1954 e destacou a mudança no comportamento da população

Janio de Freitas relembra noite da morte de Vargas e a virada política nas ruas

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 26 de agosto de 2026 às 12:24

O suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954, ainda guarda lembranças marcantes para quem acompanhou seus desdobramentos no jornalismo. Durante o programa Três Pontos, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (26), o jornalista Janio de Freitas relembrou a cobertura daquela noite e do dia seguinte, quando a morte do presidente mudou o clima político nas ruas do Rio de Janeiro.

“Fui para casa. Quando pus a cabeça no travesseiro, ouvi o telefone. Não deu outro, era para mim o telefone. Evandro Carlos de Andrade me ligava, em nome do Pompeu, que estava me chamando para ir para o jornal imediatamente. Eu nem dormi. Fui aos tombos para o jornal e foi, evidentemente, isso porque chegaram as notícias da morte do Getúlio, do suicídio”, contou.

De acordo com Janio, a noite anterior havia sido marcada pela tensão no entorno do Palácio do Catete, onde militares pressionavam Vargas a se afastar temporariamente. Ele contou que acompanhava a movimentação ao lado do jornalista Armando Nogueira, tentando identificar autoridades que entravam no local e recolher informações sobre a crise política.

“E foi um dia, outra vez, muito exaustivo, e triste, e sem sentido um dia, completamente maluco, porque até a véspera, até a noite do dia 24, as manifestações populares eram todas contra o Getúlio”, revelou.

Janio relatou que, após a notícia da morte, houve uma mudança brusca nas ruas. A população passou a atacar veículos e redações de jornais identificados com a oposição a Vargas. Para o jornalista, a reação popular também atingiu adversários do presidente. Ele lembrou que o brigadeiro Eduardo Gomes foi ao encontro do caixão de Vargas para prestar uma última homenagem ao antigo rival, gesto que, segundo Janio, ficou pouco destacado na imprensa.

Confira o programa na íntegra: