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Mário Magalhães resgata Bahia de Carlos Lacerda e revela personagens decisivos em novo livro
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Mário Magalhães resgata Bahia de Carlos Lacerda e revela personagens decisivos em novo livro
Durante o Três Pontos desta quarta-feira (26), jornalista explicou por que a Bahia e personagens como Marighella, Mariani e Mangabeira ocupam espaço importante na biografia de Carlos Lacerda

Foto: Reprodução/YouTube
O jornalista Mário Magalhães lança o primeiro volume da biografia Lacerda: Coração de Tempestade, já disponível na Amazon, e resgata a presença de personagens baianos na trajetória do político. Em participação especial no programa Três Pontos, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (26), o autor explicou por que a Bahia, a Ilha de Itaparica e nomes como Carlos Marighella, Otávio Mangabeira e Clemente Mariani ocupam espaço importante na obra.
“Porque a Bahia é fundamental na história da República, e também foi marcante na história do Carlos Lacerda", disse. Segundo Magalhães, a relação começou ainda em 1937, quando Lacerda, então com 23 anos e militante comunista, esteve escondido na Ilha de Itaparica, dias antes do golpe do Estado Novo.
Lacerda na Ilha de Itaparica
O episódio, contado no livro, mostra um personagem ainda distante da imagem que consolidaria anos depois. Magalhães relata que Lacerda estava escondido em uma casa arranjada por um professor da Faculdade de Medicina da Bahia e chegou a montar um aquário na praia. Ao retornar, encontrou policiais à sua espera e passou a considerar o aquário um sinal de azar.
“Desde então, nunca mais ele fez aquário, achando que o aquário dava azar pra ele”, explicou. A passagem é uma das histórias recuperadas pelo biógrafo para mostrar contradições e episódios menos conhecidos da vida de Lacerda, cuja trajetória atravessou diferentes posições políticas.
Personagens baianos
Magalhães também destaca a presença de outros baianos na história, entre eles Marighella, adversário de Lacerda, e Clemente Mariani, com quem o político teve relações marcadas por disputas e, posteriormente, por uma aproximação familiar.
Para o biógrafo, a Bahia não aparece apenas como cenário, mas como parte da própria formação política republicana. Ao recuperar episódios vividos por Lacerda na ilha e suas relações com figuras baianas, Magalhães amplia o retrato do personagem e reforça a proposta de apresentar um político marcado por mudanças, conflitos e contradições.
Confira o programa na íntegra:
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