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Breno Altman compara bolsonarismo ao fascismo e vê mobilização popular crescer na campanha de Lula

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Breno Altman compara bolsonarismo ao fascismo e vê mobilização popular crescer na campanha de Lula

Fundador do Opera Mundi afirma que atos em mais de 800 cidades mudaram o clima do segundo turno e relaciona avanço da extrema direita à crise do capitalismo e da democracia liberal

Breno Altman compara bolsonarismo ao fascismo e vê mobilização popular crescer na campanha de Lula

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 22 de outubro de 2026 às 09:52

O jornalista e fundador do site Opera Mundi, Breno Altman, comparou o bolsonarismo a movimentos fascistas e afirmou que a crise do capitalismo e da democracia liberal favorece correntes políticas que exploram o desespero social. Em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (21), ele também avaliou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou força no segundo turno com a mobilização popular nas ruas e nas redes sociais, em um movimento que, segundo ele, já alcançou mais de 800 cidades.

Para Altman, a mudança no clima eleitoral foi significativa. Ele descreveu o primeiro turno como uma campanha morna, mas afirmou que o segundo passou a registrar um engajamento popular intenso, especialmente entre os jovens. O jornalista comparou a mobilização atual à de eleições anteriores e às manifestações pelas Diretas Já.

“Contabilizam-se mais de 800 cidades nas quais ocorreram manifestações nos últimos dias. Nós não temos isso na história do país, talvez na campanha das Diretas”, afirmou. Na avaliação dele, os atos não alteram diretamente o voto de forma massiva, mas estimulam a participação política, ampliam as conversas entre eleitores e aumentam o engajamento nas redes sociais, o que pode modificar a correlação de forças na disputa.

O jornalista também afirmou que o crescimento do bolsonarismo está relacionado a uma crise mais ampla das sociedades ocidentais. Ele citou as dificuldades econômicas, as incertezas ambientais e o temor em relação ao futuro como fatores que alimentam o desespero e abrem espaço para movimentos que prometem destruir aquilo que identificam como um problema.

“Essa é a lógica com a qual operam essas correntes fascistas, ou criptofascistas, ou protofascistas, como é o caso do bolsonarismo. Elas operam com a manipulação do sentimento destrutivo nas sociedades em crise”, declarou. Altman também descreveu a conjuntura brasileira como uma “psicose social”, expressão que utilizou para criticar o que considera uma resistência de parte da sociedade a reconhecer fatos diante do desejo de destruição.

Ao abordar a situação europeia, o jornalista relacionou os protestos à deterioração dos serviços públicos e à destinação de recursos para despesas militares. Ele citou relatos sobre escolas francesas sem professores e com problemas de infraestrutura e afirmou que a população reage ao agravamento das condições sociais.

“Há uma insurgência social na Europa. Os governos europeus estão trocando orçamento social pelo orçamento militar”, disse. Altman argumentou que a crise na educação faz parte de um cenário mais amplo de tensão econômica e política, que também se manifesta na campanha eleitoral brasileira.

Por fim, o jornalista afirmou que a resistência palestina se tornou uma referência para a mobilização de jovens em diferentes países. Ele comparou essa inspiração à influência que a Revolução Cubana e a resistência vietnamita aos Estados Unidos tiveram sobre gerações anteriores. Altman também declarou que considera o sionismo parte da mesma família ideológica do fascismo e do nazismo.

Confira na íntegra: