Segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Saúde

Secretário da Saúde de Salvador questiona critérios do MS para distribuição de vacinas entre as capitais

Leo Prates julgou que a distribuição de doses de vacinas para os estados está sendo feita de forma desigual

Secretário da Saúde de Salvador questiona critérios do MS para distribuição de vacinas entre as capitais

Foto: Metropress

Por: Augusto Romeo no dia 15 de junho de 2021 às 11:24

O secretário municipal de Saúde de Salvador, Léo Prates, afirmou que está havendo uma distribuição desigual de doses de vacinas para os estados. A declaração foi dada em entrevista a Rádio Metropole nesta terça-feira (15). 

"Já que 25 capitais já adotaram o critério (de vacinação) por idade, a distribuição de doses deveria ser pela proporção da população. Tem capital que está com 69,7% da sua população imunizada enquanto Salvador está com 45,2% e é hoje a terceira capital que mais vacina no país", disse o secretário. "Ontem mesmo o Ministério da Saúde assumiu que mandou mais doses para São Luís, por exemplo", comentou.

Léo Prates ainda cobra uma reparação dessa desigualdade, sugerindo que haja uma interrupção momentânea do fornecimento de doses em capitais que estejam com a vacinação em um patamar mais avançado. "A minha defesa, junto a outros secretários de capital, é que a distribuição seja proporcional à população. E aqueles municípios que receberam a mais seja abatido nos próximos lotes até que toda população esteja no mesmo patamar".

O chefe da pasta da Saúde em Salvador continua: "O que o Ministério justifica é que há cidades com grupo prioritário maior do que outras cidades. Eu acabei de falar aqui no grupo (com o Ministério da Saúde e secretários de outras capitais): 'tá bom, mas a partir de agora 25 capitais estão vacinando por idade. Já que a vacinação é por idade, vamos estabelecer a proporção e outras capitais que estejam com um contingente populacional mais vacinado do que outras capitais fiquem esperando - não recebam os próximos lotes - as outras capitais atingirem o patamar de 70%', porque isso não é justo. Nós estamos falando que todos somos brasileiros e todos devem ser tratados da mesma forma".

Sobre a possível interferência de interesses políticos em meio a distribuição das doses de vacina, Leo Prates afirmou que não quer "politizar algo que é técnico". Entretanto, ele trouxe algumas ressalvas: "Espero que não esteja havendo politização na distribuição de vacinas", disse. "Não estou aqui para politizar a saúde mas estou aqui para lutar pela minha cidade, pelo meu estado e pelo que rege o SUS, que é a igualdade. Não está tendo igualdade na distribuição de doses no Brasil", concluiu.

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