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Cidade do interior de São Paulo oferece Mounjaro pelo SUS para tratar obesidade

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Cidade do interior de São Paulo oferece Mounjaro pelo SUS para tratar obesidade

Medicamento exige acompanhamento médico e critérios específicos de IMC e comorbidades

Cidade do interior de São Paulo oferece Mounjaro pelo SUS para tratar obesidade

Foto: Freepik

Por: Metro1 no dia 26 de fevereiro de 2026 às 13:22

A cidade de Urupês, em São Paulo, foi selecionada em projeto do governo estadual para oferecer gratuitamente a tirzepatida, conhecida como Mounjaro, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento da obesidade. O anúncio foi feito na quarta-feira (25) pelo prefeito Beto Cacciari (PL) no Instagram da prefeitura. O programa atenderá até 200 pacientes da população de 13 mil habitantes, com acompanhamento de equipe multidisciplinar, incluindo endocrinologista, nutricionista, psicólogo, educador físico e assistente social.

"Iniciamos um projeto consistente, responsável, que com certeza trará resultados para a população, levando mais qualidade de vida, perda de peso consciente, e, mais do que isso, prevenindo doenças", afirmou Cacciari em vídeo publicado na rede social. Poderão participar pacientes com critérios específicos de IMC, comorbidades ou fila de cirurgia bariátrica, que já tenham tentado tratamento sem medicamentos por pelo menos seis meses.

O que é o Mounjaro

O Mounjaro é um medicamento injetável à base de tirzepatida que atua em dois hormônios liberados após as refeições, o GIP e o GLP-1, aumentando a produção de insulina e ajudando no controle do açúcar no sangue. Diferente de Ozempic e Wegovy, que atuam apenas no receptor GLP-1, o Mounjaro promove perda de peso mais intensa. Estudos mostram que pacientes tratados com tirzepatida chegaram a reduzir em média 22,8 kg, contra 15 kg com semaglutida, após 72 semanas.

Modismo e riscos

Especialistas alertam que o medicamento deve ser usado apenas sob acompanhamento médico, com orientação correta de dose e frequência. Como mostrado pela Metropole, consumo irregular ou de versões compradas fora do Brasil, como produtos do Paraguai vendidos pelas redes sociais, pode causar efeitos graves à saúde, incluindo hospitalizações, reforçando que o tratamento seguro depende de prescrição e supervisão profissional.