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OMS anuncia novas diretrizes no tratamento de vício em opioides

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OMS anuncia novas diretrizes no tratamento de vício em opioides

Organização reforça acesso a tratamento e inclui novas estratégias contra overdoses

OMS anuncia novas diretrizes no tratamento de vício em opioides

Foto: Reprodução/World Health Organization

Por: Metro1 no dia 03 de abril de 2026 às 12:04

Atualizado: no dia 03 de abril de 2026 às 12:46

A Organização Mundial da Saúde anunciou novas diretrizes globais para o tratamento da dependência de opioides e o enfrentamento de overdoses, diante do avanço do consumo dessas substâncias e da baixa oferta de cuidados em diversos países. A principal novidade é que o órgão passou a considerar o uso de versões injetáveis de longa duração da buprenorfina.

De acordo com dados recentes da entidade, cerca de 316 milhões de pessoas utilizaram drogas em 2023. Desse total, aproximadamente 61 milhões fizeram uso não médico de opioides, como morfina, oxicodona, codeína e fentanil.

Essas substâncias continuam sendo as principais responsáveis pelas mortes relacionadas ao consumo de drogas. Das cerca de 600 mil mortes anuais associadas ao uso de substâncias, cerca de 450 mil têm ligação direta com opioides.

Apesar da gravidade do cenário, o acesso ao tratamento ainda é considerado limitado. A OMS estima que 64 milhões de pessoas vivam com transtornos relacionados ao uso de drogas, mas menos de 10% recebem algum tipo de assistência.

O tema foi debatido durante a Cúpula da Parceria das Cidades Saudáveis, realizada nesta semana no Rio de Janeiro, que reuniu gestores públicos e especialistas para discutir políticas de enfrentamento a doenças e lesões evitáveis.

Entre as principais recomendações, a organização reforça a ampliação de estratégias baseadas em evidências, com foco em intervenções seguras, acessíveis e eficazes. A diretriz também destaca a importância de ações comunitárias para resposta rápida a overdoses.

O documento reafirma o tratamento de manutenção com agonistas opioides como padrão no cuidado a pessoas com dependência. Esse modelo utiliza medicamentos controlados, como metadona e buprenorfina, para reduzir sintomas de abstinência, evitar recaídas e diminuir o risco de morte.

Como novidade, a OMS passou a considerar o uso de versões injetáveis de longa duração da buprenorfina. Aplicadas em intervalos semanais ou mensais, essas formulações podem facilitar a adesão ao tratamento, especialmente entre pacientes com dificuldade de seguir regimes diários.

As novas diretrizes foram elaboradas com base em análises científicas e avaliações sobre viabilidade, custo e impacto social, reunindo contribuições de especialistas de diferentes países.