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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer agressivo do sistema linfático

Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer agressivo do sistema linfático

Columvi é indicado para pacientes com linfoma difuso de grandes células B que tiveram recidiva da doença ou não responderam aos tratamentos iniciais

 Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer agressivo do sistema linfático

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 20 de julho de 2026 às 13:34

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Columvi (glofitamabe), desenvolvido pela farmacêutica Roche, para o tratamento de pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), um tipo agressivo de câncer que afeta o sistema linfático. A autorização foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento será utilizado em combinação com gencitabina e oxaliplatina para pacientes com a doença recidivante, quando o câncer retorna, ou refratária, nos casos em que não há resposta aos tratamentos convencionais. A terapia também é indicada para pessoas que não apresentam condições clínicas para realizar transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a Anvisa, a aprovação representa um avanço no tratamento oncológico ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de direcionar o sistema imunológico para combater as células tumorais, ampliando as opções terapêuticas para pacientes com câncer hematológico.

De acordo com a Roche, cerca de 4 mil brasileiros recebem o diagnóstico de linfoma difuso de grandes células B a cada ano. O tratamento com Columvi é administrado por via intravenosa, sem necessidade de internação, e possui duração aproximada de 8,3 meses, distribuída em 12 ciclos.

Resultados de um estudo clínico internacional, publicados em novembro de 2024 na revista The Lancet, indicaram que o novo esquema terapêutico reduziu em 41% o risco de morte em comparação ao tratamento convencional. A pesquisa também apontou remissão completa da doença em 50,3% dos pacientes tratados com Columvi, frente a 22% no grupo que recebeu a terapia padrão, além de redução de 63% no risco de progressão da doença.