Saúde

'Mudança da mortalidade do câncer está em detectar precocemente', alerta Cláudio Quadros

Especialista em oncologia diz que dados comprovam que a índice de morte diminui quando se tratam de tipos da doença com campanhas como o novembro azul

['Mudança da mortalidade do câncer está em detectar precocemente', alerta Cláudio Quadros]
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

Por Juliana Almirante no dia 22 de Novembro de 2019 ⋅ 09:05

O especialista em oncologia e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Cláudio Quadros fez um alerta, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (22), sobre a importância de campanhas para informar sobre as formas de prevenção e detecção precoce dos vários tipos de câncer para reduzir a mortalidade da doença.

"Quando se fazem campanhas, as pessoas começam a se empoderar e procurar atendimento. É o que cura, em termos populacionais. A mudança da mortalidade está em detectar precocemente", justificou.

Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica ele explicou a campanha da entidade,  com o tema "Troque o medo por esperança", que organiza eventos em todo o país no domingo (24). (Confira aqui a programação). 

"O objetivo do "Troque o medo por esperança" é mudar esse temor do câncer pela esperança de cura com prevenção, detecção precoce e tratamento especializado", declarou.

O especialista alerta ainda que a previsão é de que, em 2040, a incidência do câncer no no Brasil aumente em 75%. Já a mortalidade vai aumentar em 93%. 

 "A gente pensa que, com as novas terapias e a cirurgia robótica, está curando mais e morrendo menos. Mentira. A gente tem que oferecer melhor aos pacientes. Mas os pacientes estão morrendo mais por câncer", lamenta.

No entanto, Cláudio pontua que dados comprovam que a mortalidade diminui quando se tratam de tipos da doença com campanhas nos chamados "meses coloridos", como o novembro azul, de combate ao câncer de próstata. 

"A gente tem dados do Tribunal de Contas da União ao avaliar o que se gastava no SUS no Brasil e detectou que mais de 52% dos pacientes quando são diagnosticados estavam com metástase. Em tumores prevalentes e letais, como pulmão, 80% dos pacientes no SUS já tem metástase no diagnóstico.  (...) Em tipo de câncer que se tem campanha, como o de mama, baixou apra 42%. Colo de útero, para 44%. Próstata, para 48%", informou. 

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