Saúde

Badaró reclama da desinformação e prega paciência durante pandemia: 'Não será só a vacina'

Infectologista avalia diferenças entre infecção por coronavírus e os impactos da Covid-19

[Badaró reclama da desinformação e prega paciência durante pandemia: 'Não será só a vacina']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 15 de Junho de 2020 ⋅ 10:52

O médico infectologista dr. Roberto Badaró classificou como crítica a desinformação provocada por interpretações divergentes em meio à pandemia de coronavírus. Em entrevista hoje (15) a Mário Kertész na Rádio Metrópole, ele comentou que recentes entrevistas suas ao programa reforçam que ele não teve intenção de menosprezar o trabalho que é feito em Salvador e na Bahia.

"Quando eu fiz a análise evidentemente do que está ocorrendo em relação aos pacientes que morrem, que tenham diagnóstico ou que vão ao serviço de saúde e têm teste positivo de coronavírus, não estamos ainda com a completa informação do que deve constar na causa básica na declaração de óbito. A causa básica é aquilo que motivou diretamente a morte. Evidentemente que você tem outras causas secundárias. Quando me referi a isso, não me referi para dizer que o governo está errando, que a secretaria de saúde está errada e não estão trabalhando num esforço absoluto de não deixar o sistema de saúde colapsar e prover o que há de melhor para assistir esses pacientes. Eu disse que nós médicos todos não estamos entendendo", declarou, sobre ele ter sido alvo de fake news na semana passada.

Badaró ainda reforçou a necessidade de se discutir novas formas de interação após a pandemia de coronavírus. Segundo ele, não é somente a vacina que irá garantir a erradicação da doença. "Temos que ter muita paciência e calma para ter uma orientação segura. Eu tenho certeza de que nós vamos conseguir controlar essa doença. Há uma esperança enorme nas vacinas que estão chegando", afirmou o infectologista. "Não será só a vacina. A modificação do comportamento social vai contribuir não só contra o coronavírus, mas outros vírus que virão devido à invasão do homem nos ambientes naturais", acrescentou. 

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