Quinta-feira, 16 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Bahia

/

Vereador cobra providências após denúncias de maus tratos contra jegues em Euclides da Cunha

Bahia

Vereador cobra providências após denúncias de maus tratos contra jegues em Euclides da Cunha

Em entrevista à Rádio Metrópole, Del Lima ainda afirmou que os dois responsáveis pela propriedade onde estão os animais chegaram a ser detidos, mas foram liberados em seguida

Vereador cobra providências após denúncias de maus tratos contra jegues em Euclides da Cunha

Foto: Pedro Moraes/GOVBA

Por: Juliana Rodrigues no dia 31 de janeiro de 2019 às 11:04

Após denúncias de que jumentos que seriam destinados ao abate e à exportação para a China estariam sofrendo maus tratos após o fechamento de frigoríficos em Itapetinga e Amargosa, o vereador Del Lima (PDT), da cidade de Euclides da Cunha, no nordeste baiano, afirmou que providências serão tomadas pelo município para conter a situação. 

Em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, hoje (31), Lima, que também é médico veterinário, disse que uma comissão formada pelos vereadores esteve na propriedade onde estão os animais e pretende acionar o Ministério Público e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

"Cerca de mil animais foram retidos em Euclides da Cunha, colocados em uma pequena área. O que tá acontecendo é o absurdo de uma mortandade de mais de 200 animais, inclusive alguns recém-nascidos. Há hoje cerca de 800 animais vivos em uma situação degradante. (...) Uma coisa que seria provisória, de dois, três dias, não tem prazo [para terminar]. Então, já tem 60 ou 90 dias, e está uma desumanidade, se é que se pode dizer isso. É uma situação feia, porque estão morrendo animais diariamente", afirmou Lima.

Ainda segundo o vereador, os dois responsáveis pela propriedade onde estão os jumentos chegaram a ser detidos, mas foram liberados em seguida. "Hoje será convocado o proprietário da área, para poder abrir o processo, e os autos serão encaminhados ao MP e ao juiz", concluiu.