Sábado, 27 de novembro de 2021

Bahia

Ourolândia: Viveiro-escola é inaugurado após acordo com MP-BA

No total, mais de R$ 2 milhões serão investidos no projeto

Ourolândia: Viveiro-escola é inaugurado após acordo com MP-BA

Foto: Divulgação / MP-BA

Por: Metro1 no dia 26 de novembro de 2019 às 21:30

Um viveiro-escola destinado à produção de 200 mil mudas de árvores foi inaugurado em Ourolândia, no Centro-Norte da Bahia, na quinta-feira (21). Estudantes de escolas públicas plantaram as primeiras mudas no local. O espaço teve sua criação prevista em um acordo judicial firmado, em 2018, entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a prefeitura e mais de 60 empresas de mármore que atuam na cidade. No total, mais de R$ 2 milhões serão investidos no projeto. 

O promotor de Justiça Pablo Almeida, responsável pela realização do acordo, afirma que este é o primeiro resultado concreto de uma série de outras exigências feitas no documento. O espaço deve produzir 20 mil mudas de árvores nativas da região anualmente pelos próximos dez anos. As plantas serão usadas para a arborização urbana e a recuperação de nascentes e áreas de preservação ambiental da cidade. Além disso, o Viveiro-Escola sediará atividades de educação ambiental para estudantes de escolas públicas e membros de comunidades. 

O projeto será mantido pela prefeitura, por meio da Secretaria da Educação de Ourolândia, Associação dos Empreendedores de Mármore Bege Bahia (Assobege) e pelo Instituto Fábrica de Florestas. 
 

Acordo
O acordo firmado com o MP previu outros projetos de recuperação ambiental para a cidade. As empresas marmoreiras devem atuar pela preservação do patrimônio cultural, espeleológico e arqueológico da cidade. Para isso, realizarão a manutenção de cavernas na região, assim como financiarão a construção de um museu. 

Além disso, em parceria com o Programa “Bege Bahia Sustentável”, devem pesquisar o reaproveitamento de rejeitos da extração de mármore na produção de cimento, argamassa ou outros produtos para construção civil. De acordo com o promotor Pablo Almeida, o reaproveitamento destes materiais “poderá resolver o problema ambiental com ganhos econômicos para as empresas e para o Município. Além disso, será possível gerar empregos e renda”.

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