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Bahia

ONU Mulheres pede que caso Elitânia não fique impune

Namorado da vítima, filho de um juiz, é apontado como principal suspeito

[ONU Mulheres pede que caso Elitânia não fique impune]
Foto : Reprodução / Arquivo Pessoal

Por Metro1 no dia 04 de Dezembro de 2019 ⋅ 08:01

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ONU Mulheres fizeram um apelo por meio de uma nota divulgada, nesta terça-feira (4), para que o assassinato da universitária e líder quilombola Elitânia de Souza da Hora, morta na quarta-feira (27), em Cachoeira, no Recôncavo Baiano seja apurado e solucionado.

“Nenhuma pessoa jovem deveria ter sua vida abreviada por qualquer tipo de violência. A UNFPA e a ONU Mulheres fazem um apelo público para que o caso seja apurado e solucionado, e nós fazemos um chamado a toda a sociedade brasileira, especialmente aquelas pessoas em espaços de tomada de decisão, para garantir que a justiça seja feita e que soluções sejam encontradas”, diz trecho da nota.

Ainda segundo o posicionamento, o crime, assim como os muitos feminicídios anteriores que tiraram a vida das mulheres, “mostram o quão urgente é a necessidade de intensificar esforços e investimentos na prevenção da violência contra as mulheres”. Em 2018, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio, sendo 61% de mulheres negras e 52,3% dos assassinatos cometidos por arma de fogo.

“Elitânia foi violentamente assassinada a tiros, a despeito de uma medida protetiva, em um caso suspeito de feminicídio. Sua morte ocorreu apenas dois dias depois da abertura da mobilização anual dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, organizada pelas Nações Unidas, parcerias governamentais e a sociedade civil”, destacam.

Elitânia era estudante do 7º semestre do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e foi assassinada a tiros. A Polícia Civil aponta o ex-namorado dela, Alexandre Passos Góes Silva, como o autor dos disparos. Ele é filho de um juiz aposentado da cidade.

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