
Brasil
CPI do Crime Organizado ouve diretor-geral da Meta no Brasil
Leister deve esclarecer sobre a possível utilização das plataformas digitais da empresa (Facebook e Instagram) para a disseminação de atividades criminosas

Foto: Reprodução/ShutterStock
O diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister deve ser ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado na manhã de terça-feira (24).
Leister terá de esclarecer sobre a possível utilização das plataformas digitais da empresa (Facebook e Instagram) como veículos para a disseminação de atividades criminosas e como fonte de financiamento para o crime organizado. Ele foi convocado a partir de requerimento do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo ele, a urgência do depoimento é justificada pelas “recentes e graves revelações publicadas pela imprensa, com base em documentos internos da própria empresa”.
Os documentos indicariam que a Meta obteve um faturamento de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024 proveniente da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. O valor representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia.
Em declaração, Vieira diz que os anúncios expuseram milhões de usuários a golpes de comércio eletrônico.
“Para os trabalhos desta CPI, o ponto nevrálgico da investigação é a natureza desses anúncios, que expuseram milhões de usuários a golpes de comércio eletrônico, investimentos falsos, cassinos ilegais e venda de produtos médicos proibidos. Anúncios dessa natureza poderiam constituir fontes de receita e métodos de lavagem de capitais para facções e organizações criminosas, objeto de investigação desta comissão”, justifica o senador.
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