O ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo, morreu neste domingo (15), aos 83 anos. Ele enfrentava um câncer nos últimos anos e estava dedicado ao tratamento de saúde. Rabelo deixa a esposa, Conceição Leiro Vilan, e dois filhos.
Com mais de 60 anos de militância, Rabelo presidiu o PCdoB entre 2001 e 2015 e é considerado uma das principais lideranças da história do partido. Iniciou a trajetória no movimento estudantil, com atuação na União Nacional dos Estudantes, e participou da reorganização da legenda durante o período da ditadura militar.
Exilado na França após a Chacina da Lapa, em 1976, retornou ao Brasil com a anistia de 1979. Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se como dirigente e formulador político, participando da articulação da Frente Brasil Popular e das alianças que sustentaram os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Até os últimos anos, manteve atuação política e intelectual, inclusive à frente da Fundação Maurício Grabois, vinculada ao PCdoB. Em publicação nas redes sociais, o partido destacou sua contribuição histórica, tanto na organização interna quanto na formulação estratégica da participação da legenda em governos de coalizão.



