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PF investiga aplicação de R$ 13 milhões em previdência ligada ao Banco Master

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PF investiga aplicação de R$ 13 milhões em previdência ligada ao Banco Master

Operação apura gestão de recursos de instituto municipal em SP; Justiça determinou afastamentos e bloqueio de bens

PF investiga aplicação de R$ 13 milhões em previdência ligada ao Banco Master

Foto: Divulgação/PF

Por: Metro1 no dia 23 de abril de 2026 às 14:35

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), uma operação para apurar possíveis irregularidades na aplicação de cerca de R$ 13 milhões do fundo de previdência de servidores de Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo. Os recursos teriam sido investidos em produtos ligados ao Banco Master.

A investigação tem como foco a gestão do Instituto de Previdência Municipal (IPREM), após suspeitas de falhas na condução dos investimentos. O caso começou a ser apurado após um alerta da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que identificou inconsistências na aplicação dos valores.

Entre os investigados estão um ex-diretor, uma ex-supervisora e membros do comitê de investimentos. A Justiça Federal determinou o afastamento de parte dos envolvidos de cargos públicos, além do bloqueio de bens.

O episódio ocorre após alerta do Ministério Público de Contas de São Paulo sobre investimentos elevados de institutos municipais no Banco Master. No caso de Santo Antônio de Posse, havia R$ 8,2 milhões aplicados em Letras Financeiras quando a instituição entrou em liquidação extrajudicial, por decisão do Banco Central.

À época, o IPREM afirmou que os aportes seguiram as normas legais e estavam alinhados à política interna. O instituto também informou que não era possível estimar perdas naquele momento, já que a recuperação dos valores dependeria do processo de liquidação.

Em nota, o instituto declarou que segue acompanhando a situação e que divulgará atualizações conforme posicionamentos oficiais. Também reforçou que mantém práticas de controle e gestão de riscos.

Já a prefeitura informou que a aplicação não permitia resgate antecipado e continua em processo de liquidação. A atual administração afirmou ainda que revisou os critérios de investimento e passou a aplicar recursos em instituições consideradas mais seguras.