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Correios registram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e ampliam crise financeira
Resultado é mais que o triplo do ano anterior, pressionado por precatórios e queda de receitas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (23). O resultado negativo mais que triplica as perdas registradas em 2024, quando a estatal havia fechado o ano com déficit de R$ 2,6 bilhões.
Do total do prejuízo, R$ 6,4 bilhões estão relacionados ao pagamento de precatórios, principal fator que pressionou as contas da empresa.
Além das despesas judiciais, a estatal também enfrentou redução na arrecadação. A receita bruta somou R$ 17,3 bilhões, uma queda de 11,35% em relação ao ano anterior.
Segundo comunicado interno, o principal impacto veio da redução nas encomendas internacionais, que caíram mais de 65% após mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor.
“O maior fator isolado da queda de receita foi a redução de 65,6% nas encomendas internacionais, provocada por mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor que alteraram os fluxos do comércio global”, informou a empresa.
Parte das despesas também está ligada a passivos herdados de gestões anteriores. De acordo com os Correios, R$ 2,63 bilhões foram provisionados para cobrir possíveis perdas em ações trabalhistas, como as relacionadas ao pagamento de adicionais a funcionários.
Entre as iniciativas para tentar equilibrar as contas, a estatal aposta no Plano de Demissão Voluntária (PDV). Neste ano, 3.181 funcionários aderiram ao programa, com expectativa de redução de gastos de cerca de 40%.
Considerando os programas de 2024 e 2025, a economia estimada é de R$ 147,1 milhões em 2025 e pode chegar a R$ 775,7 milhões em 2026.
No fim de 2025, os Correios também contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, com garantia da União. O objetivo é reforçar o caixa diante do aumento das despesas.
O contrato prevê carência de três anos e início dos pagamentos em 2029. Mesmo com o aporte, a estatal indica que o recurso será usado para cobrir custos já existentes, sem impacto imediato na reversão do prejuízo.
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