Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Brasil

/

CNJ deve regulamentar fim da aposentadoria compulsória remunerada para juízes em 30 dias

Brasil

CNJ deve regulamentar fim da aposentadoria compulsória remunerada para juízes em 30 dias

Segundo Edson Fachin, nova regra busca reforçar punições disciplinares contra magistrados

CNJ deve regulamentar fim da aposentadoria compulsória remunerada para juízes em 30 dias

Foto: Gustavo Moreno/STF

Por: Metro1 no dia 29 de maio de 2026 às 15:42

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (29) que o CNJ deverá regulamentar, nos próximos 30 dias, a aplicação da decisão que extinguiu a aposentadoria compulsória remunerada como punição máxima para magistrados.

A declaração foi dada durante visita a Manaus, poucos dias após a Primeira Turma do STF confirmar o entendimento do ministro Flávio Dino sobre o tema.

“Nós vamos regulamentar e aplicar a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal”, disse Fachin. Segundo o ministro, a medida busca garantir maior efetividade às punições disciplinares aplicadas a magistrados envolvidos em irregularidades.

“Aplicar a penalidade, que não seja apenas um prêmio, mas seja, de fato, uma sanção, é o caminho que nós vamos adotar”, afirmou.

Na última terça-feira (26), a Primeira Turma do STF rejeitou um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) e manteve a decisão individual de Flávio Dino que afastou a aposentadoria compulsória remunerada como punição disciplinar máxima para juízes.

Com isso, prevaleceu o entendimento de que a Reforma da Previdência de 2019 retirou da Constituição a base jurídica para esse tipo de punição. Segundo Dino, a Emenda Constitucional 103 passou a tratar a aposentadoria apenas como benefício previdenciário.

Em março, o ministro já havia determinado que a perda do cargo, e não mais a aposentadoria compulsória remunerada, deve ser a sanção máxima aplicada em casos de infrações graves cometidas por magistrados.

A mudança encerra uma prática historicamente criticada por afastar juízes de suas funções, mas manter o pagamento proporcional de salários e benefícios.