Sexta-feira, 18 de junho de 2021

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"O lado direito do meu corpo ficou paralisado", diz grávida vacinada com AstraZeneca em Salvador

Gestante conta que sintoma desapareceu, mas ainda se queixa de formigamento no corpo

"O lado direito do meu corpo ficou paralisado", diz grávida vacinada com AstraZeneca em Salvador

Foto: Freepik

Por: Adele Robichez no dia 12 de maio de 2021 às 12:39

Uma das 21 grávidas que foram vacinadas com a Oxford/AstraZeneca, em Salvador, relatou ao Metro1 uma série de sintomas adversos logo após a aplicação. Adriana Moreira, de 33 anos, está no quarto mês de gestação. Ela foi vacinada no dia 7 de maio, no Parque de Exposições. 

"Cheguei a ficar com o lado direito do meu corpo todo paralisado no dia seguinte à aplicação da vacina. Minha pressão foi para nove. Todos esses sintomas desapareceram, mas o único sintoma ainda presente é o formigamento no corpo”, contou. A gestante ainda não tem uma confirmação de que os sintomas são diretamente ligados à vacina e diz que vai consultar um médico obstetra nesta quinta-feira (13). Ela ainda reclama da falta de assistência por parte da prefeitura. “Ninguém entrou em contato comigo. Deveria existir uma orientação”, avalia.

Um obstetra ouvida pelo Metro1 informou que não há motivo para preocupação. "Para aquelas pacientes gestantes que já utilizaram a primeira dose e não apresentaram qualquer evento adverso, não há motivo para apreensão. Ela deve completar o esquema vacinal iniciado, realizando a segunda dose da vacina da AstraZeneca. Para aquelas outras grávidas que apresentaram reações adversas ou não receberam qualquer tipo de imunizante, devem ser vacinadas com a Coronavac ou Pfizer", diz.

Na noite desta segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), indicou a suspensão da vacina da Oxford/AstraZeneca nas gestantes, após a confirmação de um caso de morte de uma grávida, por trombose, após receber o imunizante no Rio de Janeiro. A Secretaria de Saúde Estadual da Bahia (Sesab) acatou imediatamente a recomendação.

O Ministério da Saúde iniciou investigações e, enquanto ainda não há respostas concretas sobre o uso da vacina da Oxford em grávidas, recomendou que apenas as gestantes e puérperas (mães de recém-nascidos) com comorbidades sigam sendo vacinadas contra o coronavírus. Além disso, a orientação é de que apenas os imunizantes da Pfizer e da CoronaVac sejam utilizados no grupo prioritário. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que já está seguindo a nova determinação.

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