Sábado, 19 de junho de 2021

Cidade

Salvador terá "mutirão da segunda dose", mas prefeitura já admite limitação de vacinas

Ação com 28 horas de duração também incluirá aplicação de vacinas de primeira dose, da Oxford e Pfizer

Salvador terá "mutirão da segunda dose", mas prefeitura já admite limitação de vacinas

Foto: Betto Jr. / Secom

Por: Juliana Rodrigues no dia 14 de maio de 2021 às 11:00

Com a chegada de 25 mil novas doses da CoronaVac, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), anunciou nesta sexta (13) que a capital baiana fará um mutirão de 28 horas para imunizar a população com o reforço. A ação será voltada também para a aplicação da primeira dose das vacinas de Oxford/AstraZeneca e Pfizer.

O prefeito admitiu, no entanto, que as doses que chegam nesta sexta são insuficientes para vacinar todos os 63 mil soteropolitanos que aguardam a segunda aplicação do imunizante fabricado pelo Instituto Butantan. "Preciso dizer a vocês que elas não são suficientes pra atender as pessoas que não foram vacinadas. Diante da falta de regularidade do governo federal e após termos seguido a orientação do Ministério da Saúde para usar as doses, ficamos com uma demanda reprimida", afirmou, em coletiva de imprensa.

Segundo o prefeito, quem está com a segunda dose da CoronaVac atrasada pode agendar a vacinação a partir desta sexta, às 14h. Além disso, 8 mil vagas serão abertas no sistema de Hora Marcada para quem tiver interesse em se vacinar durante a madrugada de sábado (17) para domingo (18). A imunização seguirá durante todo o final de semana. Quem está com a segunda dose vencida até 2 de maio será vacinado das 8h às 14h; e de 2 de maio até o dia 16 de maio, a vacinação será das 14h às 21h.

Na coletiva, o prefeito anunciou a renovação, até o dia 24 de maio, dos decretos que instituem parcialmente a fase amarela na capital, além de mudanças nas medidas de combate à Covid-19 nos bairros. As ações deixam de ser adotadas na Liberdade, em Paripe e em Pernambués, mas passam a ocorrer no Lobato, em São Marcos e na Boca do Rio. As localidades de Brotas, Fazenda Grande e São Caetano permanecem com as ações da prefeitura.

Outro ponto abordado na entrevista foi o acordo firmado entre a Concessionária Salvador Norte (CSN) e os trabalhadores demitidos, com a mediação da prefeitura. "Essas negociações começaram terça-feira às 15h. Ontem, até depois da meia-noite, estivemos em reunião e conseguimos minutar um acordo. Hoje esse acordo foi para as mãos dos sócios da CSN para que eles assinem, a gente dê entrada na Justiça do Trabalho pra que ele seja homologado e os trabalhadores recebam seus direitos. Foi um trabalho intenso. Não há mais motivos para ter paralisação. A parte que cabe à prefeitura, cumprirei 100%", pontuou Bruno.

O prefeito confirmou que os dados indicam uma tendência de alta no número de casos e mortes por Covid-19 na capital, mas isso não se reflete em pressão sobre o sistema de saúde. "Ainda temos leitos disponíveis com oferta maior do que antes. As UPAs estão vazias, mas efetivamente os gripários têm aumento de procura", disse.

Bruno Reis ainda rechaçou com veemência as denúncias feitas pelo presidente da APLB, Rui Oliveira, de que prepostos ligados à secretaria municipal da Educação estariam assediando pais a voltarem às aulas. "Em nenhum momento ameaçamos quem quer que seja, nem puni qualquer que seja por não ter voltado à sala de aula. Em nenhum momento prepostos da prefeitura estão ligando para quem quer que seja, muito menos ameaçando. Vamos evitar fake news e acusações para em nenhum momento politizar a pandemia", rebateu.

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