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Vento forte em Salvador revela abandono de área onde seria revitalizado Teatro São João
Responsável pelo local, a Fundação Mário Leal Ferreira afirmou que uma licitação está com a Secult, que deve licitar a obra

Foto: Leitor Metro1
A estrutura do secular Teatro São João, descoberta após escavações na área da Praça Castro Alves, em 2020, foi anunciada à época como um equipamento que seria reformado para que, no futuro, fosse aberto ao público. Mas o temporal que atingiu a capital na madrugada desta quarta-feira (3), com ventos de até 47,5km/h, derrubou os tapumes que protegiam parte da fachada e escadas que davam acesso ao foyer, e revelou uma área com o mato alto, sem sinais de manutenção e revitalização.
Responsável por parte dos planos para o sítio arqueológico que guarda as ruínas do século 19, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) disse ao Metro1 que a recolocação dos tapumes já foi solicitada à Superintendência de Obras Públicas (Sucop), e atribuiu à Fundação Mário Leal Ferreira (FMLM) a responsabilidade total pela realização dos projetos.
Por meio da assessoria, a presidente da fundação, Tânia Scofield, informou que tem conhecimento da situação. “A FMLF está acompanhando e, até então, não houve comprometimento. O projeto já está com a Secult para licitar a obra”.
Em 2020, o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, afirmou que a área do sítio seria transformada em uma "pequena concha acústica", onde haveria apresentações de músicos com voz e violão. O Teatro São João foi o primeiro de que se tem notícias no Brasil e, segundo registros históricos, o maior das Américas, à época. Era o grande espaço social de Salvador, frequentado pela elite soteropolitana.
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