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Economia

Assessor de investimentos e entusiasta falam sobre ações na Bolsa e cenário econômico do país

André Luzbel e Ricardo Peleteiro comentam a atual situação do mercado de investimentos nacional

[Assessor de investimentos e entusiasta falam sobre ações na Bolsa e cenário econômico do país]
Foto : Metropress

Por Augusto Romeo no dia 07 de Abril de 2021 ⋅ 10:01

Em entrevista a Mario Kértesz, no Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, o representante da BP Investimentos André Luzbel e o engenheiro civil Ricardo Peleteiro, entusiasta do mercado de investimentos, desmistificaram o tema que parece tão complexo para quem não estuda sobre. Para Ricardo, "A falta de conhecimento sobre finanças, a educação financeira, é que atrapalha muita gente".    

"As pessoas pensam em investimento apenas como ações, e não é bem assim. Você tem um leque de variedade absurdo. Você pode investir emprestando dinheiro para o governo, para banco, para empresas privadas - que pelo que eu vi está maravilhoso. Qual é o ponto positivo desses fatores: o fundo de garantia protege seu dinheiro, além dos juros compostos", informa Peleteiro sobre as diferentes formas de investimento.

O assessor de investimentos falou sobre a migração de investidores das formas mais tradicionais de investimento para a renda variável, aproveitando os baixos valores das ações por conta da pandemia. "Diversas pessoas físicas, diversos investidores que estavam acostumados a investir na renda fixa - mais precisamente na poupança ou no título público, com taxas de juros altíssimas - acabaram ficando órfãos daquele rendimento 'fácil', de 0.5%, 1% ao mês, e enxergaram na bolsa de valores, através das ações, uma oportunidade de rentabilizar melhor seus investimentos", disse Luzbel. 

André comentou que ele e outras pessoas ligadas ao meio financeiro ficaram supresos com essa mudança. Segundo ele, "As pessoas resolveram investir no momento em que as ações estavam em forte baixa. Isso é muito contraditório porque, até então, a gente via um fluxo migratório das ações mais conservadoras para a Bolsa sempre que a Bolsa tinha uma performance excepcional, sempre que batia recordes de pontuação ou máximas históricas, e sempre olhando para trás: 'rendeu 50%, então provavelmente vai continuar rendendo isso nos próximos anos'. E o que vimos foi justamente o contrário, as pessoas aproveitaram a as fortes quedas das ações para começar a investir na renda variável".

O representante da BP Investimentos também analisou essa crescente no número de investidores à difusão de informação de qualidade e acessível através da internet. Para André, "A gente viu, nos últimos anos, um trabalho intensivo principalmente dos influenciadores digitais, sempre preparando as pessoas para o melhor momento de investir em ações, que seria no momento de queda. Boa parte desses investidores estava com dinheiro guardado, esperando para poder comprar participação em grandes e pequenas empresas, negociadas na Bolsa de Valores".

André Luzbel afirmou, durante a entrevista, que a atual conjuntura nacional, além das ações e falas de políticos e pessoas públicas, interferem diariamente na flutuação dos ativos. "Uma vez ou outra, ou quase todo dia, o nosso presidente, ou a nossa política, acaba interferindo no preço das nossas ações. Basicamente, eles interferem em como o país é visto não só pelos investidores nacionais como os internacionais", concluiu. 

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