Editorial

MK diz que ameaça de greve da PM é 'irresponsabilidade'; ouça

Para MK, o movimento é obra de "alarmistas de plantão" e se torna ainda mais inadequado no atual momento político e social do país

[MK diz que ameaça de greve da PM é 'irresponsabilidade'; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 09 de Outubro de 2019 ⋅ 08:35

A ameaça de greve anunciada por um grupo de policiais militares baianos, ontem (8), foi o principal tema do comentário de Mário Kertész, hoje (9), na Rádio Metrópole. Para MK, o movimento é obra de "alarmistas de plantão" e se torna ainda mais inadequado no atual momento político e social do país.

"Abraão e eu já passamos por algumas greves da Polícia aqui, e é a pior coisa que pode acontecer na cidade, no estado. Primeiro, é uma greve absolutamente ilegal. Segundo, o tumulto e o problema causados são muito grandes. (...) Agora, acho um absurdo se pensar em incentivar movimento grevista de policiais que, pela Constituição, estão proibidos, e fazer greve com pessoas armadas. (...) Você imagine o seguinte, no estado em que o Brasil se encontra, de guerra civil declarada, aberta, onde morrem bandidos, pessoas inocentes, crianças e também policiais, cujas vidas nós temos que reverenciar, porque fazem um trabalho fantástico... Agora, querer incentivar um movimento grevista? Isso é de uma irresponsabilidade como eu nunca vi!", exclamou.

MK também alertou para o problema das fake news sobre a greve, disseminadas pela internet, e relembrou a greve de 2001, no governo de César Borges. "Lembro que nós ficamos praticamente 24h no ar aqui [na Metrópole] transmitindo, e mais do que isso, evitando os boatos. Quanta mentira rolou, rapaz! Quantas! Quando acontece essa coisa de greve, ligam dizendo 'ah, houve não sei o quê aqui, assaltaram o banco tal'. Nada, rigorosamente nada. Eram as chamadas fake news, que antigamente se tentava passar pelo rádio. Hoje devem tentar passar pelas redes sociais", recordou.

Outro tema abordado por Kertész foi a relação conflituosa entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL, partido do qual faz parte. Ontem, Bolsonaro atacou a legenda e disse que Luciano Bivar, presidente da sigla, está "queimado". "É tiro no pé, é pra esculhambar o partido, é pra... Ao mesmo tempo que mantém o ministro do Turismo, cada vez mais envolvido e indiciado pela Polícia Federal no laranjal? Ele mantém, ele não demite. Por que será? Ninguém sabe. Eu mesmo não sei e não tenho a menor ideia", disse.

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