Editorial

MK aponta desunião do PSL e diz que Prisco é 'irresponsável' por incentivar greve da PM; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Kertész ainda questionou a "proteção" do presidente Jair Bolsonaro ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio

[MK aponta desunião do PSL e diz que Prisco é 'irresponsável' por incentivar greve da PM; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 16 de Outubro de 2019 ⋅ 08:56

O comentário de Mário Kertész na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (16), abordou dois dos principais assuntos do noticiário local e nacional: as brigas internas do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e a operação nas unidades da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra) em Salvador e no interior. Em relação ao primeiro tema, MK avaliou que os conflitos na legenda comandada por Luciano Bivar se devem a uma falta de coesão do pensamento de seus integrantes.

"Na realidade, a formação do PSL foi feita muito rapidamente, saindo, pegando gente, 'onde é que tem aqui um? Venha cá, venha cá, venha cá, venha cá', parecendo aquela música da Timbalada. Bom, todo tipo de gente foi. E 52 deputados foram eleitos na onda do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ninguém vai contestar isso, porque é rigorosamente verdadeiro. Mas cada um tem um pensamento, na hora de escolher, na hora da briga, na hora de partir para a luta eleitoral, não houve seleção nenhuma. Agora, quero saber o seguinte: se perguntar não ofende, por que é que o ministro do Turismo [Marcelo Álvaro Antônio], já indiciado pela PF, com provas contundentes contra ele, é protegido pelo presidente, que mantém ele no cargo? Já Bivar teve um baculejo", analisou MK, acrescentando que a oposição ao governo parece "silenciosa": "Hoje a oposição ao governo Bolsonaro é feita por ele próprio, ele é quem causa a oposição ao governo. É o estilo dele. Está acostumado a viver em clima de tensão permanente".

Já sobre a operação na Aspra, Kertész disse que o líder da entidade, o deputado estadual Soldado Prisco (PSC-BA), é um "profundo irresponsável" por tentar "a ferro e fogo" tumultuar a vida das pessoas. "Uma coisa é você defender uma categoria. A outra coisa é você tentar fazer uma greve proibida! Pessoas armadas, que fazem parte de forças armadas, não podem fazer greve e se permitir atos de vandalismo, como atravessar ônibus em avenidas e jogar a chave fora, e simular atentados a bancos e outros, num desrespeito à lei, à Constituição e à população. Já tivemos e vivemos, aqui na Bahia, episódios terríveis, por conta de tentativas de greve da Polícia Militar. não é possível que isso continue sendo tentado, impunemente", disse.

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