Editorial

MK demonstra otimismo com extinção do DPVAT e programa de emprego para jovens; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész também citou as quatro coisas da Bahia que lhe dão orgulho atualmente

[MK demonstra otimismo com extinção do DPVAT e programa de emprego para jovens; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 12 de Novembro de 2019 ⋅ 08:30

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (12), Mário Kertész se mostrou otimista quanto às últimas medidas anunciadas pelo governo de Jair Bolsonaro, a exemplo da extinção do seguro DPVAT e do programa "Emprego Verde e Amarelo".

"Gostei da decisão do presidente Bolsonaro de cortar o DPVAT, que a gente paga ao emplacar os veículos, e que é um dos grandes focos de corrupção nesse país. Um absurdo. Tanta gente acidentada, morta, que não consegue receber, tem mil intermediários picaretas. A partir de janeiro do próximo ano não seremos mais obrigados a pagar, e se corta realmente uma fonte de corrupção. O Planalto lançou também um programa para criar mais empregos para os jovens. Com perspectivas boas, espero que funcione mesmo e que a gente possa começar a reverter esse grande mal que a população brasileira vive hoje, que é o desemprego. (...) Mas a gente também tem que ser justo e admitir que esse desemprego todo não foi criado no governo Bolsonaro. É preciso deixar bem claro. Isso são heranças que vieram sobretudo do governo de Dilma Rousseff e aquela coisinha pouca de Michel Temer", disse.

MK também ressaltou que, atualmente, há quatro coisas que lhe dão orgulho na Bahia: a orquestra do projeto Neojiba, comandada pelo maestro Ricardo Castro, o Senai Cimatec, a Universidade Federal da Bahia e as Obras Sociais Irmã Dulce. "São quatro grandes motivos para ter alegria de estar vivendo neste momento e de estar enfrentando simultaneamente tanta dificuldade, tanto ódio, tanta divisão do povo brasileiro. Eu não gostaria, mas infelizmente não está no meu controle. Mas eu não participo nem um pouco no sentido de acirrar essas contradições e essas loucuras que nós estamos vivendo, que o povo brasileiro está vivendo. Tudo tem razão, mas não se justifica de jeito nenhum", afirmou.

Kertész voltou a falar sobre a possibilidade de o Congresso reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou as prisões após condenação em segunda instância. Ele também citou uma pergunta que recebeu sobre o ex-ministro Geddel Vieira Lima, condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa. "Ontem até me perguntaram, maldosamente, claro, mas não me incomoda isso: 'Seu amigo Geddel Vieira Lima não vai ser solto?'. Ele continua sendo meu amigo, pode ter certeza disso, goste ou não goste. Ele não vai ser beneficiado por essa interpretação da Constituição porque já foi julgado pela última instância. E olhe, veja bem, mesmo aqueles que foram soltos, mesmo o ex-presidente Lula, não quer dizer que eles foram julgados inocentes não! Ele pode, no futuro, voltar à cadeia? Pode".

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