Editorial

MK critica 'radicalismo' do PT e diz que sigla deve buscar alternativas para 2020; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Kertész lembrou que o partido não pode deixar de considerar a influência do atual prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), na sucessão municipal

[MK critica 'radicalismo' do PT e diz que sigla deve buscar alternativas para 2020; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 10 de Dezembro de 2019 ⋅ 08:29

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (9), Mário Kertész criticou o "radicalismo" do PT em relação às eleições municipais de 2020 e analisou os possíveis cenários para o pleito em Salvador. Na avaliação de MK, a legenda não tem força suficiente para lançar um candidato na capital baiana e deve considerar a influência do atual prefeito, ACM Neto (DEM), que se aproxima do fim do mandato com alta popularidade.

"O ex-presidente Lula faz questão de radicalizar, de reeleger [a presidente do PT] Gleisi Hoffmann, que é uma pessoa sem nenhum equilíbrio, que continua defendendo aquela ditadura cruel que coloca o povo da Venezuela debaixo das maiores dificuldades, com denúncias de corrupção incríveis, mas tá lá. E Lula acha que o PT inclusive tem que ter candidato a prefeito em todas as capitais. Quero ver quem vai ser o candidato do PT em Salvador. Deve ter. Agora o PT tem que se lembrar, também, que até hoje sofre uma enorme rejeição por parte do povo brasileiro. (...) Você vê, aqui em Salvador, o próprio governador Rui Costa, que tinha começado a se movimentar pra ver quais são as alternativas que ele tinha de apoiar alguém (...) Eu tô achando que Rui está deixando a bola correr, Lula é o chefão, e eu acho isso extremamente negativo, um partido tão importante como foi o PT, de repente ficar nessa coisa do puro-sangue, o candidato tem que ser do PT. Fecha todas as portas para outras alternativas! (...) O prefeito ACM Neto está tranquilo, na dele. Tem um candidato não declarado, que parece que vai ser Bruno Reis. Saiu uma pesquisa ontem, Bruno está disparado em primeiro lugar. (...) E também tem uma coisa, Rui está muito bem avaliado, mas não se esqueçam que Neto está super bem avaliado", disse.

MK ainda falou sobre a recente pesquisa Datafolha que indica a alta popularidade dos ministros da Justiça, Sérgio Moro, e da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. "Aí você vai dizer, 'ah, mas aqueles vazamentos do The Intercept mostraram que ele [Moro] passou por cima da lei várias vezes'. Tá, vamos até admitir que tenha mostrado mesmo, porque eu nunca me debrucei sobre isso, nem sou advogado. Mas vamos admitir. Sim, e aí? A população brasileira vê Sérgio Moro como justiceiro, aquele que conseguiu botar pela primeira vez criminosos do colarinho branco, os ricos da elite na cadeia. E esse é o grande desejo da população", afirmou, acrescentando, ainda, que as camadas mais pobres e menos escolarizadas da população se identificam com Damares. "Vamos parar de pensar como a elite que nós somos. Nós não precisamos ser elite somente do ponto de vista econômico e financeiro. Nós somos elite intelectual, porque nós tivemos acesso à universidade, estudamos, conhecemos, temos acesso a muita coisa que a grande maioria da população brasileira não tem! Então, nós somos uma elite. Não é? A gente pensa, raciocina como elite, queira ou não queira. Agora, vá lá ver o que é que o povo tá achando", concluiu.

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