Editorial

MK lamenta impactos do coronavírus e analisa reforma da Previdência estadual; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész também anunciou que o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, será entrevistado nesta terça (4) sobre a epidemia

[MK lamenta impactos do coronavírus e analisa reforma da Previdência estadual; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 03 de Fevereiro de 2020 ⋅ 08:06

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (3), Mário Kertész falou sobre o impacto do coronavírus e a aprovação da reforma da Previdência dos servidores estaduais. Sobre o primeiro tema, MK anunciou que o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, será entrevistado na rádio nesta terça (4), e lamentou que a epidemia esteja afetando a economia mundial.

"[O coronavírus] já está fazendo derrubadas econômicas significativas, importantes e preocupantes. A esperança é de que rapidamente a gente consiga superar isso. Se não, a gente vai ter um ano desastroso do ponto de vista da economia. Agora, você imagine o seguinte: o Brasil que tá começando, tentando, fazendo tudo pra sair dessa recessão, desse desemprego, se pegar uma dessa... Por exemplo, a China, que é nosso maior consumidor, se vai bomba lá na economia da China, vem pra cá. Isso é preocupante. Os EUA também já estão reagindo, vários países... Quer dizer, quando parecia que a gente ia ter um ano melhor do que os anteriores, que a gente poderia reduzir o desemprego e as dificuldades todas, a gente encontra um obstáculo desse pela frente. Mas também não adianta a gente ficar alarmado. O grau de letalidade ainda é baixo. Dizem que é possível ter uma vacina rapidamente", disse.

Já sobre a reforma da Previdência estadual, Kertész lembrou que embora o Estado não tenha condições de manter as atuais regras de aposentadoria, os servidores não recebem reajuste há quatro anos. "O nível de insatisfação por parte dos servidores é muito grande. Que ninguém vá pensar que isso passa batido, que todo mundo compreende, 'ah, porque...', sim! É um fato, o Estado não tem condições de bancar a Previdência como está, é fato. Pronto. Agora, vá dizer isso pro sujeito que tá há quatro anos sem ter aumento, com dificuldade, mas tá recebendo salário. Recebe em dia, recebe 13º salário, é verdade. Mas o preço da carne aumentou, o feijão aumentou, anuidade escolar aumentou, livro escolar é esse roubo que tá aí... O pessoal vai chiar, estão prometendo greves. Vamos ver no que vai dar", analisou.

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