Editorial

'Não temos que espalhar pânico', diz MK sobre precauções contra o coronavírus

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész também criticou o presidente Jair Bolsonaro por desrespeitar o período de isolamento e cumprimentar apoiadores

['Não temos que espalhar pânico', diz MK sobre precauções contra o coronavírus]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 16 de Março de 2020 ⋅ 08:50

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (16), Mário Kertész falou sobre os impactos do avanço do coronavírus no Brasil e na Bahia, ressaltando a importância do distanciamento social para conter o surto. Ele fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro por desrespeitar o período de isolamento e não apenas endossar, como também participar de manifestações em apoio ao governo.

"O presidente da República, que estava isolado, sai de sua casa para uma manifestação de 272 pessoas. Dá abraço, dá a mão, incentiva... Quer dizer, se a maior autoridade do país, que estava sob isolamento, desobedece as autoridades do seu próprio governo, inclusive o ministro da Saúde, o que a gente pode esperar? E tantas pessoas nas ruas pedindo pra fechar o STF, acabar com o Congresso, sem se dar conta que eles estão, com isso, levando a morte a outras pessoas que estão nas ruas ou que precisam trabalhar. Se tudo começa na irresponsabilidade de um presidente da República, vai terminar onde? (...) Vocês que são adeptos do bolsonarismo querem mesmo expor a vida de vocês, de seus familiares e dos seus brasileiros à morte? Isso é prova de patriotismo?", questionou.

MK também explicou que apresentará de casa os programas da Rádio Metrópole, como medida de distanciamento social e preservação da própria saúde, e falou sobre as medidas a serem adotadas pela emissora nos próximos dias.

"Primeiro: nós não temos que espalhar pânico. É um problema sério? É. Tem que ser combatido com inteligência, com calma, e determinação. Cuidar de si e cuidar do próximo, que está do nosso lado.  Nós vamos adaptar nossa programação aos momentos que estamos vivendo. Vamos dar o máximo de informações, receber o máximo de telefonemas de pessoas que estejam em dúvida e precisem da nossa colaboração para que essas dúvidas sejam sanadas. Vamos fazer isso com o máximo de abertura, ouvindo várias pessoas, profissionais, e sobretudo ouvindo vocês, autoridades, que têm que se pronunciar. Mas ao mesmo tempo vamos revelar e deixar claro, através de reportagens, o seguinte: qual o reflexo dessa pandemia na parte mais carente da nossa população? (...) Estaremos trabalhando o tempo todo, mas se preciso a gente vai trabalhar de casa e fazer entrevistas por telefone. Estamos atentos e continuaremos prestando o máximo de serviço a vocês. (...) Vamos tentar fazer com que não haja corrida a farmácias e supermercados. A gente não sabe quanto tempo isso tudo vai demorar", disse.

Ainda segundo MK, acima de tudo, o momento é de união, ainda que remota, e não se pode perder a alegria. "Ao mesmo tempo, também vamos falar de coisas boas da vida. Vamos falar de filmes, programas de TV, sugestões pras crianças que vão ficar em casa. Vamos falar sobre esses canais de streaming, em que você tem acesso a filmes. Vamos falar sobre música! Colocar cantores pra cantar pelo telefone! Vamos ouvir líderes religiosos, católicos, evangélicos, judeus, budistas, espíritas, todos! Pra gente pensar um pouco, espiritualmente, também, sobre o que tá acontecendo. É o momento de união. União remota, mas união, pra gente ter força e batalhar para que os nossos governos definam de que forma vão atuar no combate a essa pandemia", afirmou.

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