Editorial

MK elogia posicionamento do Ministério da Defesa: 'Devemos defender a democracia'; ouça

"Essa decisão me pareceu a primeira demonstração pública de que foram colocados alguns limites na atuação do presidente da República", disse, em comentário na Rádio Metrópole

[MK elogia posicionamento do Ministério da Defesa: 'Devemos defender a democracia'; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 05 de Maio de 2020 ⋅ 09:19

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (5), Mário Kertész elogiou o posicionamento do Ministério da Defesa, que emitiu ontem (4) uma nota de repúdio ao ataque feito por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas. O comunicado também reforça que as Forças Armadas estarão sempre em defesa da democracia e da liberdade.

"É extremamente positivo no momento em que a gente está vivendo. Talvez sirva de freio para os arroubos ditatoriais do presidente Bolsonaro, que cada dia ficam mais claros, e cada dia ele avança mais. De um lado, os militares não estão gostando e dão provas disso, reservadamente, não estão gostando da interferência do Supremo Tribunal Federal em decisões do Executivo. (...) Mas essa decisão do Ministério da Defesa me pareceu a primeira demonstração pública de que foram colocados alguns limites na atuação do presidente da República. (...) Gostei muito disso em termos de que no momento, e sempre, no Brasil, nós devemos defender a democracia sob todos os aspectos. A democracia é péssima, mas é o melhor regime", comentou.

MK ainda falou sobre a recondução do maestro Dante Mantovani à presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Demitido pela secretária especial de Cultura, Regina Duarte, Mantovani voltou ao comando do órgão em ato assinado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto. "Dante Mantovani, regente, diz que o rock ativa drogas, sexo livre... Ele prefere sexo preso? Diz que o rock incita aborto e satanismo. Não é à toa que o nome dele é Dante. Ele deve ser um sub-sub-personagem da comédia de Dante Alighieri. Quero ver até onde Regina Duarte vai aceitar ser humilhada, como ela está sendo, e vai continuar caladinha. Ela não abriu a boca para falar sobre a morte de Aldir Blanc e Flávio Migliaccio, assim como outras grandes figuras. Quero ver até onde a namoradinha do Brasil vai continuar aceitando navegar nessa barca furada", ironizou.

Ele também se disse "profundamente tocado" ao ver o presidente Jair Bolsonaro receber o tenente-coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, denunciado por matar militantes de esquerda durante a ditadura militar. "Tem gente que acha que eu levo muito a sério essas coisas, que isso influencia meu humor e diminui minhas defesas. Pode ser verdade, deve ser verdade, é verdade. Mas não consigo passar imune a isso. Eu choro, eu venho às lágrimas. Como chorei ontem, quando vi na televisão as homenagens a Aldir Blanc e Flávio Migliaccio, pessoas da minha geração", declarou.

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