Editorial

MK lamenta 'tumulto' na política em meio à pandemia: 'Temos que lutar pela união'

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész ainda falou sobre como a desigualdade social do Brasil contribui para amplificar os problemas causados pela crise sanitária

[MK lamenta 'tumulto' na política em meio à pandemia: 'Temos que lutar pela união']
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 18 de Maio de 2020 ⋅ 08:30

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (18), Mário Kertész ressaltou a importância de manter a leveza e o espírito de união em meio à pandemia de coronavírus. Ele também lamentou a existência de uma crise política no Brasil em um momento como este, citando as recentes declarações do empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro. Em entrevista à Folha, Marinho relatou que, em 2018, um delegado da Polícia Federal vazou informações sobre uma operação que afetaria a campanha do então candidato Jair Bolsonaro, pai do parlamentar.

"Essas coisas todas vão causando mais tumulto na política, e isso é que é péssimo. O que a gente tem que lutar é pela unidade, pela união. Mesmo que o presidente pense tão diferente dos governadores, é possível. Conversa, é a hora de conversar. Você não vê o exemplo aqui da Bahia? Rui Costa e ACM Neto viviam se bicando o tempo todo! Hoje estão de mãos dadas, trabalhando em prol da população! Então por que é que a gente não consegue isso a nível nacional? Não podemos desistir! Não adianta a gente só ficar colocando lenha na fogueira. A gente tem que insistir. (...) Quem tá de um lado e do outro está num nível de raiva e de ódio que já tinha e agora piorou, todo mundo tá querendo partir pra formar uma convulsão social e aí sim a democracia vai pro beleléu", opinou.

MK ainda falou sobre como a desigualdade social do Brasil contribui para amplificar os problemas causados pela pandemia. "O que nós temos que ver é que nós estamos em condições altamente privilegiadas. A gente não pode ficar se queixando, 'ah, não sei mais o que fazer em casa', tem tanta gente ajudando com isso, com atendimento psicológico de graça, pessoas que fazem vídeos com exercícios, ioga, filmes, streamings, séries, livros, mil oportunidades. Agora, como eu venho falando desde o primeiro dia da pandemia, pense na situação do pobre, pense na situação daqueles que vivem em situações precárias, nos 50 milhões de brasileiros invisíveis e nos 3 milhões de brasileiros que não existem! (...) Vai dizer que isso é culpa do governo Bolsonaro? Não é. Isso é a história do Brasil desde sempre. com pequenos momentos em que se houve mais preocupação. No geral, a elite é cruel. (...) Isso tudo faz parte dessa nossa elite, e até da classe média, média-alta, que se transformou numa classe muito conservadora. Quando houve aquela lei criando direitos para as domésticas, a reação dessa classe média foi terrível. (...) Com essa coisa da pandemia, a vida da gente vai se unificando. nós vamos ter um novo normal. E todos nós temos que começar a nos reinventar", disse.

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