Editorial

Recordes de mortes estão ligados à 'politização' da pandemia, diz MK; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész criticou a condução da crise pelo governo federal

[Recordes de mortes estão ligados à 'politização' da pandemia, diz MK; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 04 de Junho de 2020 ⋅ 08:15

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (4), Mário Kertész lamentou o novo recorde de mortes por coronavírus no Brasil e criticou a forma como o governo federal conduz a crise causada pela pandemia. MK mencionou a situação complicada da Suécia, país que o presidente Jair Bolsonaro chegou a citar como exemplo de "sucesso" no combate à doença por não ter fechado a economia.

"E a Suécia, que abriu tudo, não fechou nada, o presidente Bolsonaro elogiou... Nada! Morrendo muita gente, cheio de pepino, estão revendo lá o que fazer. Mas enquanto a gente ficar politizando uma coisa científica, médica, nós estamos perdidos. Eu me lembro de uma vez que o presidente Bolsonaro disse que ele estava chateado com o ex-ministro [da Saúde, Luiz Henrique] Mandetta, que tomou umas decisões sem consultá-lo. Bom, do ponto de vista hierárquico, ele pode até ter razão. Não é nem consultar, eu diria comunicar, 'olha, presidente, o melhor caminho é esse, vamos por aqui', aí tem sentido. Mas consultar mesmo? Ele não é médico, não entende disso! Como vai entender de medicina? E nós estamos aí com o ministro [Eduardo] Pazuello, oficializado interino, um general. Tudo bem! José Serra, economista, foi um grande ministro da Saúde. Fez a luta contra os cigarros, introduziu os medicamentos genéricos, e era economista! Não é um cargo que só pode ser ocupado por médicos. O secretário de Saúde aqui de Salvador, Leo Prates, que vem se dedicando com afinco, é engenheiro. (...) Mas num momento como esse, dessa gravidade, que você vê morrer quase uma pessoa por minuto no Brasil, aumentando, o pico tá aumentando e as vendas não estão crescendo. (...) Estados e municípios esperam o socorro federal há 70 dias. Todo mundo com a cuia na mão há 70 dias", afirmou.

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