Editorial

MK lamenta suspensão do São João e comenta prejuízo para região Nordeste do país; ouça

Outro assunto abordado por Mário Kertész foi a ausência de perspectivas claras sobre o fim da pandemia

[MK lamenta suspensão do São João e comenta prejuízo para região Nordeste do país; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 24 de Junho de 2020 ⋅ 08:30

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (24), Mário Kertész falou sobre os impactos da suspensão das festas de São João no Nordeste devido à pandemia do novo coronavírus. MK avaliou que os efeitos da não-realização da festa são sentidos não apenas do ponto de vista econômico, como também no sentido da tradição junina e da interação familiar.

"Tradicionalmente se viaja muito mais para o interior no São João do que no Natal, por exemplo. Nos Estados Unidos, isso se dá no dia da Ação de Graças, onde as famílias realmente se encontram. Aqui é o São João. E eu fico pensando assim, até com uma certa tristeza, de ver quem está sofrendo mais com [a falta do] São João: o povo do Nordeste e a economia do Nordeste. A estimativa feita assim por alto diz que o Nordeste perde R$ 1 bilhão com a supressão da festa de Sao João, além de perder a alegria, a vida, o momento, o encontro familiar. Todo mundo com quem eu me dou, que eu conheço, que é do interior, fica numa agonia pra ir, de qualquer jeito", comentou.

Outro assunto foi a ausência de perspectivas claras sobre o fim da pandemia. "No Rio de Janeiro, por exemplo, que houve uma abertura de determinados segmentos, o número de contaminações tem aumentado. Infelizmente, e eu digo isso do fundo do meu coração, infelizmente até agora não tem outra alternativa, senão isso. (...) A única esperança que a gente tem é que, como o mundo todo tá envolvido nisso, significa que tem muitos cientistas e muito dinheiro pra tentar achar uma solução pra isso. Porque se fosse uma coisa localizada aqui, ou localizada só nos países subdesenvolvidos... (...) Florianópolis abriu, tá fechando. Belo Horizonte abriu, tá fechando. São Paulo abre e fecha. A única coisa que a gente tá vendo o fim é esse auxílio de R$ 600, que o governo diz que não tem dinheiro. Tem que ter. Vai fazer o quê com essa população?", questionou.

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