Editorial

Mário Kertész critica 'caça às bruxas' do MP contra o governo da Bahia

"Se você dá um prazo pra ter informações e não obedece esse prazo, tá errado", disse MK sobre atitudes da promotoria no caso da gestão do Hospital Espanhol

[Mário Kertész critica 'caça às bruxas' do MP contra o governo da Bahia]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 01 de Julho de 2020 ⋅ 08:36

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (1º), Mário Kertész falou sobre a decisão do Governo do Estado de acionar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra recomendações dos Ministérios Públicos estadual e federal sobre suposta irregularidade na contratação do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). A organização social foi selecionada para gerir o Hospital Espanhol, unidade exclusiva para pacientes com coronavírus. MK apoiou a decisão do governo e repudiou atitudes que classificou como "caça às bruxas" por parte da imprensa.

"Ontem eu vi uma declaração que me deixou muito impressionado. O MP pediu informações à Secretaria de Saúde, deu um prazo de dez dias. Antes do prazo vencer o MP já denunciou, colocou na imprensa, abriu a boca e criou essa história toda. Pode ser que tenha razão. Mas se você deu o prazo de dez dias, o mínimo que você pode esperar é que as informações cheguem para vocês examinarem com calma. Isso não é de hoje, que eu denuncio muito, inclusive a imprensa, que toda vez que um membro do MP acha que tem uma falha e encaminha à Justiça o pedido de abertura de um inquérito civil, a imprensa noticia já como se aquele assunto fosse definido, a pessoa fosse culpada, a entidade fosse culpada. E a imprensa, com isso, levanta o ego de quem quis fazer, e isso vira notícia barata, ordinária, que é o que nós estamos vendo todo dia na imprensa brasileira, na sua grande maioria, é a necessidade de sair dando furo, esculhambar com uma pessoa, com outra, jogar o nome da lama. (...) Nós estamos criando um clima de caça às bruxas. Pega muita gente ordinária, que tem que pegar, mas pode sujar a vida de muita gente inocente. É preciso ter cuidado. Não estou defendendo o Governo do Estado nem ninguém a priori, mas se você dá um prazo pra ter informações e não obedece esse prazo, tá errado", disse.

MK também falou sobre o pedido de demissão do ministro da Educação Carlos Decotelli, classificado por ele como "o ministro que não foi". "Achei curioso que o ministro [da Secretaria de Governo] Luiz Eduardo Ramos disse que todos os nomes eram checados, 'rechecados', 'trichecados', como é que esse cidadão passa com um currículo fantasioso? Não é doutor na Universidade de Rosário, não fez pós-doutorado na Alemanha... Não é professor da FGV. Quer dizer, ele mentiu e ainda colocou o presidente Jair Bolsonaro numa situação difícil", analisou.

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