Editorial

'Tudo que se queria dizer que era bonito e glamouroso era Martha Rocha', diz MK; ouça

Mário Kertész ainda falou sobre o avanço do coronavírus no Brasil, em especial nas cidades do interior: "Temos um plano pra resolver isso? Não temos"

['Tudo que se queria dizer que era bonito e glamouroso era Martha Rocha', diz MK; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 06 de Julho de 2020 ⋅ 08:08

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (6), Mário Kertész homenageou a baiana Martha Rocha, escolhida em 1954 como a primeira Miss Brasil. Martha faleceu no sábado (4), por insuficiência respiratória seguida de infarto.

"Martha Rocha foi Miss Bahia, representando o Clube Bahiano de Tênis. A primeira Miss Brasil, segundo lugar no Miss Universo, disputado em Long Beach. Na época que o concurso de Miss Universo tinha um charme todo especial, coisa que desapareceu completamente. E lembro que quando ela chegou ao segundo lugar, jornalistas brasileiros inventaram que ela foi desclassificada porque teria duas polegadas a mais nos quadris. Ela mesma disse 'nunca mediram meu quadril, nem nada', mas no ano seguinte, no Carnaval, fizeram uma musiquinha sobre isso. (...) Linda, linda. A mãe dela era de origem alemã, ela era loura de olhos claros, e muito bonita. O pai dela era professor da Escola Politécnica e morava aqui na rua Afonso Celso, na Barra. Eu conhecia todos eles, e me lembro que eu tinha 10 anos em 1954 e teve uma festa pra ela no Bahiano de Tênis. Eu, como morava pertinho, fui lá aos 10 anos ficar na porta, porque não podia entrar. Mas me lembro perfeitamente do sucesso que Martha Rocha fez. Inventaram bolo Martha Rocha, automóvel Martha Rocha, tudo que se queria dizer que era bonito e glamouroso era Martha Rocha", contou.

MK também falou sobre o avanço do coronavírus no Brasil, em especial nas cidades do interior, e sobre a indefinição do governo de Jair Bolsonaro quanto aos ministérios da Saúde e da Educação.

"Essa coisa da Covid tá aumentando bastante a contaminação, e tá se espalhando muito para o interior, onde não existe número suficiente de UTIs. Significa que teremos mais mortes, infelizmente. Temos um plano pra resolver isso? Não temos. Temos ministro da Saúde? Também não temos. E também não temos ministro da Educação. Aquele Renato Feder foi convidado pelo presidente Bolsonaro e começou a ser bombardeado nas redes sociais pela chamada ala ideológica e evangélica, que não aceitava ele de jeito nenhum. Aí ele disse 'não vou não'. Aliás, ele fez muito bem de não entrar numa fogueira dessa. Então, o Brasil continua sem ministro da Saúde e sem ministro da Educação", disse.

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